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  • Foto do escritorOsvaldo Shimoda

Vampirismo ou parasitismo espiritual


“Os casos de pessoas dependentes, excessivamente tímidas, desanimadas, inaptas para a vida normal, essas que se diz ‘passaram pela vida, mas não viveram’, são tipicamente casos de parasitismo ou vampirismo”. - Herculano Pires No imaginário popular, o vampiro, personificado no cinema pelo conde Drácula, sai de seu caixão à noite para sugar o sangue de suas vítimas, transformando-se em morcego. E de dia, volta a dormir no caixão, pois detesta a luz do sol.

Apesar da mídia explorar bem essa figura lendária, no plano real, no nosso cotidiano, os “vampiros”, na verdade encontram-se bem próximos de nós, causando-nos os mais diversos problemas. Eles não sugam sangue humano, mas, sua energia. Por isso, sal grosso, alho, crucifixo, estaca, água-benta, são recursos ineficazes para combatê-los.

Em verdade, a vampirização de energia é um fenômeno muito mais comum do que muitos possam imaginar. Ela pode ocorrer do desencarnado para o encarnado ou mesmo entre os encarnados, ocasionando as chamadas obsessões espirituais (popularmente conhecidas como encostos).

É, sem dúvida alguma, uma relação parasitária, simbiótica, onde o “vampiro” acopla-se no campo áurico do vampirizado, sugando-lhe toda a sua energia e vitalidade. Uma paciente veio ao meu consultório - após passar por vários profissionais - porque não conseguia se curar de uma doença que a acompanhava há anos: a Síndrome da Fadiga Crônica, que é uma doença controversa e de difícil explicação pela medicina oficial.

A classe médica, não considera a existência da causa espiritual na gênese das doenças; por este motivo, ela ainda não conseguiu estabelecer suas causas e, em vista disso, o diagnóstico é difícil de ser feito e o seu tratamento é pouco efetivo.


Os sintomas mais frequentes dessa doença, do Vampirismo espiritual, são:


1) Dificuldade de concentração e memória fraca;

2) Dores musculares;

3) Dores de cabeça;

4) Dificuldade de dormir;

5) Esforço físico e mental (o paciente se sente exausto, extenuado, desvitalizado).

No caso dessa paciente, além da desvitalização e da exaustão física, que a incomodavam muito, apresentava também fotofobia (aversão à luz), que a obrigava a andar com óculos escuros, pois, a claridade solar machucava à sua vista.


Numa das sessões de regressão, viu um vulto escuro que se identificou como sendo o seu falecido pai (ele era um dos tripulantes do avião da TAM, que há 15 anos, ao decolar do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, sofreu uma pane e veio a cair nas imediações).

Ao conversarmos com o pai falecido, percebemos que ele não tinha consciência de que havia morrido nesse acidente. Não tinha consciência também de que estava vampirizando a energia de sua filha, causando sua fadiga crônica e, sem saber, deixando-a desvitalizada, exaurida. E o sintoma de fotofobia que ela sentia, era causada pelas emanações do ambiente escuro, das trevas, onde o pai habitava. Ao lhe informar que não pertencia mais ao mundo dos vivos, dos encarnados, e que sua presença constante junto à filha a estava prejudicando, ele, chorando, pediu perdão, pois, não sabia disso. Aceitou ajuda dos dois seres amparadores de luz, que o levaram para uma Luz Maior. Após sua ida à Luz, a paciente recuperou sua vitalidade, não sentindo mais àquela exaustão que a deixava bastante debilitada, bem como a aversão à luz, que a incomodava muito. Este caso bem-sucedido, que ilustrei como exemplo de um vampirismo de energia de um desencarnado para um encarnado, pode ocorrer também (e com muita frequência) entre os encarnados. Ou seja, esse tipo de vampirismo espiritual ocorre – na maioria das vezes de forma inconsciente - tanto com os entes queridos (cônjuge, pai, mãe, irmãos, parentes), bem como com os amigos, colegas de trabalho, chefes, clientes, ou mesmo com pessoas estranhas e com os profissionais de cura (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas etc.), que desenvolvem um trabalho que exige um dispêndio grande de energia.

Esses profissionais de cura estão mais vulneráveis ao vampirismo, à perda de energia, onde os pacientes (consciente ou inconscientemente) retiram deles a energia que necessitam. Caso Clínico: Vampirismo espiritual

Mulher de 37 anos, casada e um filho. Veio ao meu consultório uma mulher de 37 anos, que assim me relatou: “Não tenho vontade de fazer nada, Dr. Osvaldo; tenho muitas ideias, penso em colocá-las em prática, mas não consigo. Eu me formei a duras penas, ou seja, até o 9º semestre da Faculdade de direito, era a melhor aluna, nunca tinha ficado de exame; porém, no último semestre, quase fui reprovada em uma matéria.

Nunca passei no exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil); no entanto, faço os testes que esses sites de concursos têm para avaliar o conhecimento dos candidatos, e eu acerto quase tudo. Mas, quando presto os exames, das 100 questões, acerto só 30.

No âmbito pessoal, tenho um marido e um filho, mas não temos uma casa própria, apesar de termos uma boa condição financeira; porém, como é só o meu marido que trabalha, eu me sinto uma fracassada. Hoje ele mora em um local e eu em outro - não me pergunte o porquê -, pois não saberia responder.

A gente brigava muito quando estávamos juntos, e esse distanciamento melhorou o nosso relacionamento. Não me dou bem com à minha família e ele também não se dá bem com à dele e vivemos em uma situação que não muda: ele tem sua profissão, trabalha, mas eu não tenho forças para nada. Até começo algumas coisas, mas, nunca termino nada do que me proponho a fazer. Sabe doutor, não tenho prazer em nada e isso vale para todos os aspectos de minha vida. Ao passar pelas sessões de regressão, nas três sessões, a paciente só via sombras e uma faixa de luz que saia dela para outro lugar, mas que ela não conseguia identificar o que era. Na 4ª sessão (última), ela viu um ser espiritual, um vulto escuro, e, uma faixa de luz, que saia dela em direção a esse vulto escuro, esse ser espiritual das trevas. Terapeuta: - Peça para esse ser espiritual se identificar


Paciente: “Ele diz que viveu comigo na vida anterior à atual, e que foi o meu marido, mas nos separamos. Fala que não vai me deixar nunca, jamais!”. Terapeuta: - Pergunte-lhe como você pode ajudá-lo?


Paciente: “Ele disse que não precisa de ajuda, que vai esperar por mim, assim que eu desencarnar. Terapeuta: - Pergunte-lhe qual o motivo de ele estar aqui no consultório?


Paciente: “Diz que vive da minha energia, que ele só está aqui porque suga toda à minha vitalidade, e que é ele que impede que eu faça às minhas coisas”. Terapeuta: - Por que ele faz isso?


Paciente: “Ele argumenta que só assim serei dele de novo. Diz ainda, que faz com que eu não tenha vontade de sair de casa porque me quer só para ele... Ele é obcecado por mim! (pausa).

Dr. Osvaldo, agora, está vindo uma luz dourada que nos envolve... Essa luz restabelece minhas forças e corta a conexão com este ser espiritual obsessor, que suga minha energia. Essa luz se identifica como minha mentora espiritual. Fala que preciso também me ajudar, não deixando que esse ser trevoso atrapalhe à minha vida, sendo forte. Ela diz que se eu sentir vontade de ficar na cama, preciso reagir, tenho que me levantar, mesmo contra à minha vontade; preciso fazer à minha parte.

Ela diz ainda, que preciso pedir perdão para esse ser, e que ele também precisa me perdoar, pois tivemos uma relação muito conturbada nessa vida passada, como marido e mulher. Ela diz ainda que houve a separação porque tudo o que tínhamos que aprender naquela existência passada ocorreu, mas ele não aceitou. (pausa).



Conclusão:


Dr. Osvaldo, ele está escutando com muita atenção o que a minha mentora espiritual está dizendo... Eu sinto que ele quer ir embora, mas há também de minha parte à vontade que ele fique... Eu irei sentir a falta dele (paciente fala chorando muito). (pausa). Estamos nos despedindo com o compromisso de um dia voltarmos novamente a sermos marido e mulher... Ele está indo embora... Ele olha para trás, para me ver pela última vez... Agora, ele entrou numa luz forte”. (pausa). Terapeuta: - Como você está se sentindo?


Paciente: “Estou sentindo três coisas: a minha energia está de volta e há ainda tristeza por não o ter mais por perto. Mas, também, uma sensação de liberdade que eu desconhecia”.





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