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  • Foto do escritorOsvaldo Shimoda

Transtorno Obsessivo Compulsivo (T.O.C.)


O TOC é um transtorno mental incluído pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Psiquiátrica Americana (DSM - V) entre os chamados transtornos de ansiedade, caracterizados por pensamentos obsessivos e compulsivos, onde o paciente tem comportamentos estranhos(manias) para com a sociedade (ou para ele próprio). É comum os pacientes acometidos por este transtorno mental esconderem de familiares e amigos esses pensamentos e comportamentos bizarros, por inibição ou vergonha. Sendo assim, a qualidade de vida dos portadores de Transtorno Obsessivo Compulsivo fica comprometida causando-lhes sofrimento, interferindo significativamente na rotina diária, em seu trabalho, atividades sociais ou relacionamentos com familiares e amigos. O TOC se caracteriza por pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos (rituais). Os pensamentos obsessivos mais comuns, são:


1) Preocupação excessiva com sujeiras, germes ou contaminação;

2) Preocupação com simetria, exatidão, ordem, sequência ou alinhamento de objetos (exemplo: compulsão em querer arrumar quadros e espelhos na parede);

3) Preocupação em armazenar, guardar coisas inúteis (jornais, revistas, documentos velhos) por achar que um dia irá precisar; ou mesmo poupar, economizar em excesso (são os casos de pessoas muito sovinas, avarentas. Recordo de um paciente que ordenava sua família a apertar a descarga do banheiro de sua casa uma única vez, à noite, antes de todos se deitarem, para economizar na conta de água);

4) Preocupação com doenças (hipocondríacos) ou com o corpo (pacientes sempre preocupados com a estética do corpo, que passam constantemente por cirurgias plásticas);

5) Pensamentos religiosos obcecados (de pecado, culpa, sacrilégios ou blasfêmias);

6) Pensamentos supersticiosos: preocupação excessiva com números específicos, cor de roupas, datas e horários (o paciente os associa a desgraças). Lembro de um paciente que só usava cueca de cor vermelha, pois achava que se usasse de outra cor perderia a potência sexual, a ereção. Os comportamentos compulsivos mais comuns, são:


1) Lavar as mãos ou tomar banho, esfregando o corpo inúmeras vezes (o paciente sente-se sujo, impuro, culpado por erros cometidos no passado, seja desta ou de outras vidas);

2) Certificar-se várias vezes se portas, janelas ou o gás estão fechados, antes de deitar-se ou ao sair de casa;

3) Não pegar no corrimão do ônibus, metrô, maçaneta ou trinco de um banheiro público;

4) Não usar às toalhas de mão, utilizadas por outras pessoas;

5) Medo de passar perto de cemitérios ou entrar numa funerária;

6) Medo de deixar o chinelo, tênis, sapatos virados (associa-os ao mau agouro);

7) Verificar inúmeras vezes o saldo da conta bancária;

8) Contar os azulejos, lajotas ou tacos de madeira do piso. Em minha prática clínica, no meu consultório, ao conduzir mais de 50.000 sessões de regressão, pude constatar três fatores que ocasionam o TOC:


1) Interno (psicológico): É ocasionado por experiências traumáticas, normalmente advindas de vidas passadas. Atendi uma paciente, que tinha compulsão em contar os azulejos ou tacos de madeira nos lugares que frequentava.


Ao passar pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) - A Terapia do Mentor Espiritual - Abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim, o seu mentor espiritual lhe mostrou a causa de seu TOC: Ela se viu numa vida passada, presa num quarto, onde o próprio pai a trancafiava, por um longo período (ele deixava estocada nesse quarto a comida necessária para sua sobrevivência).


Não tendo o que fazer, para passar o tempo, a paciente ficava contando os tijolos das paredes desse quarto. Seu pai, ocasionalmente, aparecia para vê-la e lhe trazer comida. Até que um dia, ela veio a falecer nesse quarto. Portanto, trouxe para a vida atual o hábito de contar os tijolos dessa vida passada, como fazendo parte de seu quadro de TOC. 2) Externo (interferência espiritual obsessora): A causa do transtorno obsessivo compulsivo é fruto do assédio espiritual, ataque de um espírito obsessor (desafeto do paciente) que, aproveitando-se de sua condição de invisibilidade, enquanto ser desencarnado, provoca no paciente inúmeros distúrbios psíquicos, orgânicos e de relacionamento interpessoal, inimagináveis aos olhos de um encarnado. 3) Misto: Neste caso, é a combinação do psicológico do paciente mais a influência de um espírito obsessor. Obviamente, o seu desequilíbrio psicológico abre brechas para que o obsessor espiritual agrave, potencialize o seu problema de TOC. Caso Clínico: Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC): Mania de limpeza

Mulher de 28 anos, solteira. A paciente veio ao meu consultório com problemas de TOC e fobia de produtos químicos (vários produtos), principalmente a cândida. Há um ano tomava remédio para o transtorno de ansiedade e TOC. Ou seja, lavava às mãos e ficava um bom tempo enxaguando-as para tirar o sabonete. Detalhe: Ela só usava sabonete líquido, pois temia que os resíduos dos sabonetes em pedra ficassem em suas unhas. Tinha também TOC de mania de limpeza, que a fazia limpar várias vezes o apartamento onde morava. Quando quebrava um copo, tinha que sair do apartamento por achar que o pozinho dos cacos de vidro ficava no ar. Ao tomar banho (ficava em média uma hora no chuveiro), esfregava o seu corpo com sabonete líquido inúmeras vezes. Era cismada com o número quatro (não comprava nenhum produto no supermercado que tivesse esse número na embalagem), e, nas quartas-feiras, sentia (sem entender o motivo), necessidade de descansar, não trabalhar.


Ela me relatou, que havia passado por uma cirurgia no ombro esquerdo por sofrer de tendinite, além de artrite e artrose, sofrendo de constantes dores em seu corpo. Queria entender também por que (por qualquer motivo) era tomada de uma culpa muito grande. A paciente era uma médium de psicopictrografia (pintura mediúnica), intuitiva (como uma esponja, sugava toda a energia do ambiente e das pessoas), de psicofonia (incorporação) e de psicografia (escrevia de forma automática o que o ser espiritual ditava).


Após passar por três sessões de regressão, na 4ª e última sessão, assim ela me relatou: “Estou com medo... Peço força e coragem à Jesus”. (pausa). Terapeuta: - Peça ajuda também ao seu mentor espiritual.


Paciente: “O meu mentor espiritual me diz que tem muitas coisas para me mostrar. Pede para me concentrar mais. (pausa). Estou desesperada... Vejo-me trancafiada numa casa... É uma vida passada. Meus cabelos são negros, compridos e ondulados. O homem que me prende é moreno... Não consigo ver o seu rosto. Ele não me deixa sair. Peço-lhe para que me deixe sair, mas ele responde que não, que vou ter que ficar aqui para ninguém me ver. Diz que a minha beleza é só dele e de mais ninguém. Falo que não quero isso para mim, que tenho ainda muito que viver e sonhar... Eu lhe pergunto o motivo de me tratar assim? (paciente fala chorando). (pausa).


Ele me responde: - Você é minha escrava e se comprometeu comigo e com Alá para vivermos juntos, sermos felizes e completos na divina sabedoria. Que Alá nos abençoe! (pausa). Vejo, agora, uma cena terrível. Estou pondo às mãos na cabeça, gritando desesperada: - Que Alá me perdoe! As minhas mãos estão ensanguentadas”. (pausa). Terapeuta: - Veja o que foi que aconteceu para suas mãos estarem ensanguentadas?


Paciente: “Eu o apunhalei... apunhalei-o no coração. Ele sussurra: - Por que você fez isso?! Falo que quero ser livre, viver à minha vida... Vejo-o caindo no chão. Chacoalho o seu corpo, mas ele não responde. Entro em desespero e grito: - Alguém me ajuda! Choro copiosamente, olho pela janela, mas, ninguém me escuta. Ando de um lado para outro... Olho para cima de um armário e vejo uma garrafa. Tomo todo o líquido que estava nela”. (pausa). Terapeuta: - O que você tomou?


Paciente: “Eu me vejo caindo ao lado do corpo dele... Acho que era veneno. (pausa). Agora, eu me vejo morta, em espírito, ainda presa ao meu corpo físico. Estou sozinha no escuro. Uma luz vem de cima em minha direção... Alguém me diz para aceitar ajuda”. Terapeuta: - Veja quem foi que disse?


Paciente: “Parece que é a minha mãe dessa vida passada. Ela fala para aceitar sua ajuda, que tudo vai ficar bem. Dou a mão para ela e, em espírito, eu a sigo”. Terapeuta: - Veja para onde ela te leva?


Paciente: “Eu me vejo no Astral, numa casa de recuperação para espíritos suicidas. Entro nela, têm muitas pessoas tomando passe... Vejo uma luz verde. Sou amparada, eles me deitam numa maca e fico debaixo dessa luz verde... Meu corpo espiritual está todo deteriorado. Preciso me recuperar, não me lembro direito o que aconteceu naquela vida passada? Os espíritos superiores me falam que, ao reencarnar, vou ter muitos problemas físicos por conta do veneno que tomei. Falam também, que vou reencarnar para recuperar à minha forma humana e viver feliz. Vejo muitas manchas pretas no meu perispírito (corpo espiritual).

Pedem para aceitar às provações que vou ter que passar na vida atual, e que eu siga o mestre Jesus em seus ensinamentos e em suas obras. Pedem também para eu espalhar a semente da boa nova sobre a Terra, para que essas sementes frutifiquem, trazendo-me consolo e esperança.

Eles falam: - A vida está te dando uma oportunidade para a regeneração e restauração das células perdidas, que hoje ganham uma nova vida, uma nova oportunidade, para que você evolua conosco. Tenha fé em Nosso Senhor Jesus, que tudo vai passar. Acenda essa luz dentro do seu espírito e siga o Mestre Jesus em suas provas terrenas para vencer, superar suas limitações.

Recupere-se e continue à sua jornada num Centro Espírita que você escolher. A seu tempo, iremos encaminhá-la nessa Casa. A mediunidade será para você um bálsamo que lhe trará sublimes inspirações de fé e esperança. Peça sempre ajuda à Espiritualidade Maior para que possa seguir sua evolução com às pessoas que estão ao seu redor, dando o máximo de si para que todos possam evoluir juntos. Aos poucos irá recuperar o seu equilíbrio mental, emocional, físico e espiritual.



Conclusão:


Paciência, irmã! São provas que você mesma escolheu no Astral para sua depuração interior e valorização da vida, o que não ocorreu naquela existência passada. Reitero para que tenha fé, nunca desista e não perca a esperança! Às quartas-feiras, costumavam ser dias sagrados na antiga Babilônia, onde você viveu naquela vida passada. Por isso, hoje, você prefere o descanso nesses dias da semana”. (pausa). Terapeuta: - Pergunte ao seu mentor espiritual por que sua cisma com o número quatro?


Paciente: “Diz que esse número representa o fim de um ciclo. E o medo de ultrapassá-lo faz com que eu absorva essas energias”. Terapeuta: - Que energias?


Paciente: “Ele diz: - São as energias sutis, contidas em cada numeração. Mas, aos poucos, a irmã (paciente) irá superar esse medo e, com isso, a cura dessa cisma. Suspenda aos poucos, gradativamente, a medicação para sua ansiedade, substituindo-a por ervas naturais, que a ajudarão a recuperar seu corpo físico e mental. As ervas naturais são a Passiflora e a de Santo Antônio. Faça banhos e preces. Faça também a acupuntura, que lhe trará novas energias, remodelando o seu corpo físico, mental e espiritual. Você deve iniciar o tratamento com acupuntura numa clínica que lhe será intuída, séria e compromissada com sua cura.

O banho de ervas deverá ser feito três vezes por semana no horário que preferir, juntamente com preces e agradecimentos à Espiritualidade Maior. Tenha sempre paciência, que as coisas se resolverão. Por longo tempo, deve seguir esse tratamento que passei, até que não haja mais necessidade, pois outras orientações, outros tratamentos substituirão esses. Seja forte sempre, que tudo irá passar. Tenha paciência e fé! Que assim seja"!




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