Transtorno do Espectro Autista (TEA): Uma Visão Espiritual


O transtorno do espectro autista (TEA), denominado pelo DSM-5 (Manual de Diagnóstico e Estatística dos transtornos mentais da Associação Americana de Psiquiatria, atualmente em sua 5ª revisão) – antes conhecido como Autista pelo DSM-4 – é definido como “um transtorno neurológico caracterizado por um comprometimento da interação social, comunicação verbal e não verbal e comportamento restrito, repetitivo (agitar as mãos, virar a cabeça de um lado para outro ou balançar o corpo) e compulsivo” (empilhar, enfileirar ou reorganizar objetos repetidamente é um comportamento típico de crianças com Autismo).


Em 2018, pesquisadores da Universidade do Texas, nos EUA, anunciaram ter descoberto como usar uma ferramenta de edição de genes CRISPR/CAS para apagar traços genéticos, normalmente associados ao Autismo.


Essa tecnologia foi justificada com a alegação de que poderia um dia revolucionar as terapias que tratam o Autismo e melhorar a vida de milhares de autistas.


Por outro lado, há uma outra corrente de pesquisadores que defendem que o Autismo não deveria ser considerado uma doença, e, portanto, não é algo que se deva “curar”.


Ou seja, a promessa de “curar” o Autismo seria comparável à “cura Gay” (em 17 de maio de 1990 a Organização Mundial da Saúde – OMS - retirou a homossexualidade da lista internacional de doenças – antes desta data, a homossexualidade era considerada uma doença mental).


O autista é aquele que vive em si mesmo, ou seja, isolado, sozinho, desligado de nosso mundo.


Ele parece não tomar conhecimento do que se passa em torno dele. Costumam até ser tomados por “surdos”.


No entanto, eu atendi uma paciente, mãe de um autista de 16 anos, que me falou perplexa que o seu filho, que não se comunicava com ninguém, fechado em seu mundinho, de repente falou um monte de palavrões à equipe paramédica, quando teve um surto de ataque de fúria e acabou sendo internado no hospital.


O Transtorno do Espectro Autista, foi assim denominado pelo DSM-5 em razão de sua complexidade, pois, numa ponta do espectro, apresenta um retardo mental, e, na outra ponta, um brilhantismo ímpar.


É o caso de Stephen Wiltshire, artista autista norte-americano. Em 2009, foi convidado por um canal de TV para fazer um desenho da cidade de Nova York, EUA.


Depois de sobrevoar toda a cidade de helicóptero por 20 minutos, ele memorizou e desenhou Nova York. Seu dom é chamado de memória eidética, popularmente conhecido como “memória fotográfica”.


Seu talento excepcional começou a se desenvolver lá pelos 7 anos, pois Stephen não falava e não se relacionava com ninguém por conta do Autismo, e o desenho acabou se transformando na melhor forma de ele se expressar. Ele fez também desenhos panorâmicos de outras cidades, como Jerusalém, Londres, Roma e Tóquio.


A mídia televisiva dos EUA tem divulgado o brilhantismo intelectual do Espetro Autista com o seriado “The Good Doctor” (o bom doutor). Shaun Murphy (representado pelo ator Freddie Highmore) é um autista, médico residente, um jovem cirurgião competente, mas que sofre preconceito no hospital onde trabalha por ser julgado como “incapaz”, por ser autista.


Para a Dra. Helen Wanbach, PhD em psicologia, pesquisadora norte-americana de regressão de memória e um dos grandes expoentes em terapia de regressão às vivências passadas, as atitudes de isolamento, alienação e não envolvimento com o mundo exterior do autista, são atribuídas a uma rejeição à sua própria reencarnação.


Ou seja, o autista rejeita a vida e o mundo, negando-se a se relacionar com às pessoas porque não aceita a sua atual encarnação.


Eu concordo plenamente com a psicóloga norte-americana, pois, em minha expertise com às mães de filhos autistas, quando elas conversam com os mentores espirituais de seus filhos, nas sessões de TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, método terapêutico de autoconhecimento e cura, criado por mim em 2006, é comum eles revelarem que os seus filhos autistas adotam o comportamento de não envolvimento com as pessoas porque reencarnaram à contragosto, não queriam reencarnar.


Daí esse isolamento, não querer interagir com as pessoas, entrando num mutismo e alienação da realidade. Em outras palavras, é uma forma de protestar, não querer viver à atual encarnação.


Por outro lado, o mutismo, o não envolvimento com as pessoas, é também uma defesa psíquica contra esse mundo hostil, violento, um sistema educacional, cultural que não se ajusta ao seu modo de ser e ver o mundo.


Muitas pessoas desconhecem que a palavra “formatura” em nosso ensino superior literalmente significa formar, ou melhor, “formatar” todos os alunos iguais, dentro de uma forma padronizada de ensino, mas a partir do momento que o aluno universitário se rebela, quer sair desse padrão de ensino, normalmente é rotulado de rebelde, é malvisto.


O meu caso é um exemplo: quando era estudante de psicologia (eu me formei em 1982), questionei um professor quando ele disse em sala de aula que ciência e religião, isto é, a psicologia e a religião, ou seja, a razão e a fé, são como óleo e água, não se misturam.


Eu lhe indaguei: - Mas por que não? A ciência não é “Deus todo poderoso” que sabe de tudo, não tem resposta para tudo, pois existem mistérios que não podem ser explicados pela razão.


O próprio cientista Albert Einstein dizia que “a ciência sem a religião é manca e a religião sem a ciência é cega”. Sendo assim, ciência e religião, ao invés de um excluir o outro, por que não um complementar o outro?


Ele me respondeu secamente: - Não podemos misturar misticismo com ciência, que é baseada no método científico. Em seguida, desconversou e voltou a dar a sua aula, mudando de assunto.


Como represália, quase fui reprovado em sua matéria, pois ele corrigiu a minha prova com uma “lupa enorme”.


Após 38 anos de formado, através da TRE, constatei que é possível, sim, unir a ciência psicológica com a espiritualidade, isto é, a razão com a fé, pois, essa terapia à qual a criei em 2006, une os conceitos e técnicas psicanalíticas para tratar de fobias, depressão, transtorno do pânico, oriundos de traumas psíquicos do passado, desta ou de outras vidas com a espiritualidade, tratando, também, dos problemas espirituais causados pelos obsessores espirituais dos pacientes.


Voltando ao assunto do Autismo, faço aqui algumas reflexões: o nosso sistema educacional e cultural vigente, ao invés de adotar uma atitude de aceitação, de não julgamento, de compreensão, busca corrigir o autista, às vezes de modo drástico e agressivo. Ele tem de se enquadrar no nosso modo de ver e agir. Em lugar de tentar entendê-lo, segundo o seu modo de ver e viver a vida, queremos impor-lhe o nosso modo de ser, a nossa “normalidade”.




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