Transtorno de Pânico


Faz parte dos transtornos de ansiedade, onde os sintomas aparecem súbita e inesperadamente - sem nenhuma causa aparente - e podem incluir palpitação, taquicardia, dores no peito, tontura, náusea, atordoamento, falta de ar, sensação de formigamento nas mãos, calafrios ou ondas de calor, distorção da percepção da realidade, medo de perder o controle, sensação de morte iminente.


A crise de pânico dura alguns minutos e, para quem já teve, é uma das experiências mais angustiantes que um ser humano pode sentir. O paciente pode desenvolver medos irracionais de que a crise se repita em situações que já aconteceram anteriormente e começa a evitar essas situações.

É comum que, com o transtorno de pânico, ele desenvolva também a agorafobia, que é o medo de estar em espaços abertos ou no meio de aglomerações. Na realidade, o agorafóbico teme a multidão pelo medo de que não possa sair dela, caso se sinta mal, e , não pelo medo da multidão em si.


Desta forma, a agorafobia se caracteriza por um estado de ansiedade exarcebado, que se manifesta sempre que o paciente se encontra em locais ou situações dos quais seria difícil sair, caso vier a se sentir mal (túneis, pontes, grandes avenidas, ônibus lotados, trens, barcos, festas, ajuntamentos de pessoas, etc.).

Quando um paciente com Transtorno de Pânico e Agorafobia vem ao meu consultório em busca de sua cura, normalmente, vem acompanhado de alguém, de algum parente, pois tem um medo antecipatório de que possa vir a passar mal e não poder chegar a um hospital ou obter socorro com facilidade.


Essa preocupação é tão intensa que pode originar uma crise de pânico. Ele tende a raciocinar da seguinte forma: - Se eu me sentir mal, quem vai me ajudar?

Na minha experiência clínica com esses pacientes, após ter conduzido mais de 50.000 sessões de regressão em TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) - A Terapia do Mentor Espiritual - Abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim, constatei que existem três causas que levam o paciente a desenvolver o Transtorno de Pânico:

a) Causa psicológica - Oriunda de experiências traumáticas da vida atual (infância, nascimento ou útero materno) ou de outras vidas - em sua maioria - de experiências dolorosas de como o paciente veio a morrer na existência passada.


É o caso de um paciente que veio ao meu consultório acompanhado de seu filho. Sua 1ª crise de pânico ocorreu quando ele pediu uma carona no carro da empresa, onde trabalhava. Como o veículo estava lotado, acabou viajando no porta-malas (era uma Van).


Quando o motorista pegou a rodovia, o paciente começou a ter os primeiros sintomas de pânico (taquicardia, falta de ar, sudorese, mal-estar, sensação de morte iminente, etc.), pois se sentiu sufocado no meio das caixas de papelão de remédios (ele trabalhava numa indústria farmacêutica).


Angustiado, começou a gritar e esmurrar o porta-malas. Ao parar o carro no acostamento, o motorista e todos os passageiros saíram para ver o que estava acontecendo com o paciente. Ele estava pálido, suando muito, assustado falou que não iria mais prosseguir a viagem. Acabou voltando para casa, pegando um ônibus na rodovia.


Após o incidente, começou a ter, com frequência, crises de pânico. Na regressão de memória, revivenciou uma cena de uma vida passada onde sofrera uma parada cardiorrespiratória e veio a falecer. No entanto, dentro do caixão - já enterrado- seu coração voltou a bater e ele veio a morrer por asfixia.


Após ter revivenciado essa experiência bastante dolorosa de morte por asfixia, na existência passada, o paciente nunca mais teve as crises de pânico.


Compreendeu que o incidente acontecido no porta-malas, o espaço apertado em que se encontrava, no meio daqueles caixotes, foi um gatilho que desencadeou, disparou a lembrança da experiência de morte naquele caixão apertado, em sua vida pretérita. Entendeu também, que os sintomas de pânico eram os mesmos que sentira ao morrer por asfixia.

b) Causa espiritual - A origem da Síndrome do Pânico pode advir também de uma causa espiritual, isto é, de uma interferência espiritual obsessora (desafeto do paciente - seja desta ou de outras vidas - prejudicado por ele).


Neste caso, o transtorno do pânico é fruto do desequilíbrio mediúnico do paciente, ocasionado pelo seu obsessor espiritual, que movido pelo ódio e vingança, ataca-o provocando suas crises de pânico;

c) Causa mista (Psico-espiritual): É a experiência traumática de como o paciente morreu na vida passada, agravada pela ação de seu obsessor espiritual. Ou seja, o ser espiritual obsessor potencializa suas crises de pânico, atacando-o, assediando-o.

Caso Clínico: Transtorno de Pânico e Agorafobia Mulher de 29 anos, solteira.

A paciente veio ao consultório e me disse: -Tenho muito medo, medo até de sentir medo; por isso, não ando mais só, pois posso ter uma crise de pânico e não ter ninguém para me ajudar. Não tenho muito o que dizer, só sei que esse medo me acompanha, desde o dia em que quase fui violentada pelo meu vizinho, quando eu tinha 9 anos. Só não fui violentada porque o filho dele de 11 anos nos viu e gritou. Ele me dizia que se contasse para alguém me mataria, colocaria um saco plástico em minha cabeça, e eu morreria sem ar.


Até hoje tenho essa sensação de não conseguir respirar. Essa tentativa de abuso sexual ainda me atormenta, apesar de ter passado 20 anos. Hoje, com 29 anos, dependo ainda dos meus pais, não consigo trabalhar, fazer nada sozinha; por isso, resolvi, com a ajuda de minha família, fazer a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva)- A Terapia do Mentor Espiritual para entender o porquê de tudo isso.

A paciente, acompanhada de seus pais, veio então se submeter a 1ª sessão, e me relatou o seguinte de uma vida passada: - Estou correndo, parece que fujo de alguém ou de alguma coisa... Não consigo identificar, está muito escuro e sinto muito frio; meus pés doem, parece que estão cortados, sinto muita dor, meu corpo todo dói; escuto passos, tem alguém correndo, atrás de mim, estou cansada, não aguento mais...


Ela não conseguiu trazer mais nada, nessa sessão, pois, devido ao seu medo, não quis mais dar continuidade à sessão de regressão. Desta forma, marcamos, então, para a semana seguinte, sua 2ª sessão.

Nesta sessão, ela trouxe novamente a sensação de estar sendo perseguida; porém, a paciente viu algo diferente: uma mulher de manto azul, sua mentora espiritual, que com os olhos dizia para que ela confiasse, e que deixasse a experiência traumática de seu passado vir para que ela pudesse se livrar definitivamente de seu problema.


Após o relaxamento progressivo, assim ela me relatou nessa sessão de regressão: - Não aguento mais correr, estou fraca... Eu me vejo desmaiando e um homem me pega e me arrasta; ele me mantém presa, tem uma barba muito grande e diz de forma autoritária que eu tinha que seguir o que ele dizia.


Na verdade, ele é o meu pai dessa vida passada... Vejo mais dois homens, são meus irmãos, e, uma mulher, minha mãe; não entendo bem, vivíamos isolados, éramos somente nós ali. Meu pai era muito violento, batia sempre na gente e, minha mãe, de tanto levar tapa dele, acabou ficando surda. Por isso, eu tinha muito medo dele.

Numa noite, meus dois irmãos fugiram, e acordei com o meu pai espancando a minha mãe e a mim. Foi horrível! Eu disse para minha mãe que precisávamos matá-lo, senão ele nos mataria. Como ele bebia, às vezes, desmaiava de tanto beber.


Então, num desses dias, que ele tinha bebido e estava dormindo profundamente, abri sua boca e coloquei um pano dentro e, em seguida, o asfixiei com um saco. Ele acabou morrendo. Eu matei aquele pai desgraçado! (paciente fala com ódio). (pausa).

Estou sentindo... Ele está aqui no consultório, em espírito. Dr. Osvaldo, intuo que é ele que, hoje, na vida atual, fez aquele vizinho querer me abusar sexualmente; por isso, o vizinho dizia que me mataria com o saco plástico... É ele que me amedronta, desde que eu tinha nove anos.


A mulher de manto azul, a minha mentora espiritual, era a minha mãe daquela vida passada. Diz que eu tenho que perdoá-lo, mas lhe digo que foi ele que fez mal a mim e a minha família... Desgraçado, bêbado nojento! (pausa).

A minha mentora me diz que se eu não o perdoar, ele não irá embora de minha vida. Não acho justo isso, Dr. Osvaldo!”


No decorrer da terapia, a paciente não conseguia perdoar seu obsessor espiritual, seu pai daquela vida passada. Mas, como faltava ainda a última sessão (6ª sessão), pedi que ela fizesse a oração do perdão para seu desafeto espiritual (essa oração, impressa num papel, entrego sempre para os meus pacientes, no final da sessão, após conversarem com o seu obsessor espiritual), e, quando sentisse que estava pronta, voltasse para a sua última sessão.


Nesse intervalo de tempo, ela me mandou um e-mail dizendo que suas crises de pânico se intensificaram e, por isso, alegou que não conseguia fazer a oração do perdão. Seus pais que acompanharam às sessões de regressão pediram também para que ela pedisse perdão para aquele ser espiritual, pois assim ela poderia ter sua vida de volta. Mas a paciente estava irredutível.

Ao voltar ao meu consultório para fazer a 6ª e última sessão, por estar sofrendo muito por causa das crises de pânico, finalmente, entendeu o que precisava fazer. E, assim, quando pediu perdão do fundo de seu coração para o seu obsessor espiritual, sua mentora espiritual o levou para a luz.


Depois do tratamento, ela me enviou outro e-mail, informando-me, bastante feliz, que nunca mais sentira as crises de pânico.


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