O Poder Curador da Regressão de Memória

O grande médium Chico Xavier, em fevereiro de 1977, fez a seguinte declaração: “A Psicanálise associada com a ideia Reencarnacionista será, sem dúvida alguma, a terapia desejável dos nossos tempos”.

A T.R.E(Terapia Regressiva Evolutiva) – método terapêutico de autoconhecimento e cura, criado por mim em 2006, vai de encontro com a sua declaração.

Ela é realmente uma terapia desejável dos nossos tempos, uma terapia de excelência, pois, através da regressão de memória, aplica os conceitos e técnicas psicanalíticas associadas com a tese reencarnacionista.

Freud escreveu em 1914 um texto sobre a técnica psicanalítica, cujo título é: “Recordar, repetir e elaborar”.

Neste texto, ele afirma que o neurótico tem uma compulsão à repetição de comportamentos indesejados, não saudáveis, porque reprimiu suas experiências traumáticas, em seu inconsciente, ao invés de relembrá-las, trazendo-as no nível da consciência, para melhor compreendê-las, e se libertar delas.

Por isso, em suas sessões de análise, ele fazia o paciente recordar, relembrar suas experiências traumáticas, trazendo-as no nível da consciência, repetia, reproduzia seus padrões de pensamentos, sentimentos e atitudes neuróticas, e liberava a carga emocional represada por meio da catarse (chamava de ab-reação para anular os efeitos patogênicos do trauma).

Com isso, ao fazer o paciente elaborar, isto é, compreender melhor os seus problemas, visto agora sob uma nova ótica, mais bem compreendido, ele se desligava definitivamente de seu passado traumático, e passava a não mais repetir o comportamento neurótico.

O grande mestre de Viena fazia o paciente relembrar suas experiências traumáticas vividas em sua infância (ele não trabalhava com a hipótese de que o nascimento e o útero materno estão também sujeitos a traumas emocionais).

Apesar de seu pioneirismo, de ser um precursor no tratamento do inconsciente, ele lidava apenas com os traumas desta vida, pois não levava em conta os acontecimentos traumáticos das vidas pretéritas, muito menos das influências nefastas dos seres espirituais na vida de seus pacientes.

Por conta dessa limitação, a TRE se propõe a dar prosseguimento ao seu trabalho investigativo do inconsciente, tratando não só dos traumas da vida atual (infância, nascimento e útero materno), mas, sobretudo, de vidas passadas.

Por isso, os benefícios da regressão de memória nessa terapia são imensos. Podemos dividi-los em três áreas:

1) Benefícios psicológicos: Além dos problemas de relacionamento conjugal, afetivo, familiar, social, financeiro e profissional, a maioria de meus pacientes vem buscar essa terapia para curar suas fobias, transtorno de pânico, toc (transtorno obsessivo compulsivo), depressão, mágoas e rejeição profundas, timidez excessiva, solidão, angústia, ansiedade generalizada, insegurança, medo de tomar decisões, baixa autoestima, etc.

Nos casos de fobias, os resultados são bastante efetivos, por exemplo, fobia de lugares fechados (elevador, metrô, trem, túnel).

Quando o paciente encontra o local fechado, onde ficou preso na vida passada, recordando de onde vem esse medo, e se permite na regressão de memória sair desse lugar, o medo de lugares fechados desaparece e a cura pode ser imediata.

Nos transtornos de pânico, após o afloramento, o esvaziamento da carga emocional reprimida e o desligamento das experiências traumáticas de seu passado, os sintomas do pânico (taquicardia, dor no peito, tontura, náusea, sudorese, falta de ar, ansiedade, medo de perder o controle, sensação de morte iminente) desaparecem, na maioria dos casos.

2) Benefícios físicos: A artrite, a fibromialgia, podem ter como origem o fato de o paciente ter sido torturado em uma existência passada, onde o carrasco acionava uma alavanca que puxava a corda presa aos tornozelos e pulsos do condenado e o esticava, deslocando ombros, articulações e a coluna vertebral, além de romper os músculos e tendões.

Enxaquecas crônicas – Há muitos pacientes, que mesmo tomando anti-inflamatórios há um bom tempo, não conseguem se libertar das dores insuportáveis.

Eu me recordo de uma paciente que sofria de uma enxaqueca crônica, nas têmporas.

Ela só se libertou definitivamente dessas crises, quando regrediu e descobriu a causa: ao reviver o momento de seu nascimento, sentiu as mesmas dores nas têmporas em suas crises de enxaqueca. Ou seja, ela havia nascido de fórceps, mas não sabia disso (sua mãe lhe confirmou, depois dessa sessão de regressão).

Após reviver a experiência traumática de seu nascimento, liberando a carga emocional reprimida em seu inconsciente e tomando consciência da causa de sua enxaqueca, vista agora sob um novo ângulo, mais bem compreendida, ela se desligou completamente de seu trauma, e nunca mais teve as crises.

3) Benefícios espirituais: a T.R.E como um método terapêutico de autoconhecimento, ajuda e muito o paciente em sua evolução espiritual, fazendo-o recordar como ele era nas existências passadas, bem como sua missão de vida e seus aprendizados necessários e indispensáveis ao seu crescimento pessoal e espiritual.

É o caso de uma paciente que procurou a T.R.E por conta da falta de vontade de viver, ideias suicidas, solidão, tristeza e vazio interior. O egoísmo era seu principal traço de personalidade que ela trazia de outras vidas.


Caso clínico: Falta de vontade de viver

Mulher de 30 anos, casada, uma filha de 2 anos.

A paciente veio ao meu consultório por conta da falta de vontade de viver, solidão, tristeza, vazio interior e ideias suicidas (havia tentado o suicídio, tomando em excesso remédio para dormir e antidepressivo).

Queria entender também por que sua filha de 2 anos era uma criança agitada, assustada e muito apegada a ela.

Por último, queria saber por que sofria de hiperidrose (suor exagerado nas mãos e nos pés) e se era o momento de voltar a trabalhar, de arrumar um emprego, pois teve que largar o seu emprego porque sua filha acordava com muita frequência de madrugada, chorando e gritando muito, querendo a sua presença. No fundo, culpava-a por ela ter largado o seu emprego.

Após passar por 5 sessões de regressão, na 6ª e última sessão, ela me relatou: “Vejo um jardim, gramado verde, flores, um banco branco, e a minha mentora espiritual sentada.

Ela se levanta e vem em minha direção, usa um roupão branco, longo, que vai até os pés.

É morena, cabelo comprido, enrolado, deve ter entre 35 a 40 anos. Ela está feliz por me ver, estendeu a sua mão e vamos caminhando por esse jardim, que é no plano espiritual de luz.

Agora, o cenário está mudando, não estou mais naquele jardim bonito do plano de luz... O ambiente escureceu, o lugar está cheio de lama e estou nesse lugar com a minha mentora espiritual.

Ela me fala que estamos no umbral(trevas), que fiquei aqui depois que me suicidei numa existência passada, e que fiquei bastante tempo.

Explica que hoje, nesta sessão, ela me levou ao umbral para que eu não cometa novamente o suicídio e comece a encarar as dificuldades da vida terrena como uma oportunidade de crescimento e evolução.

Esclarece ainda, que nessa vida passada que me matei, deixei o meu marido e um casal de filhos pequenos.

Revela que um desses filhos, a menina, é a minha filha atual, hoje com 2 anos.

Por isso, na vida presente, desde criança, eu tenho pesadelos recorrentes de cair de um penhasco.

Nessa existência passada, ela me diz que me atirei desse penhasco, caí no mar, e acabei me afogando. Hoje, não por acaso, eu sofro de hiperidrose.

Após ter me suicidado, o meu marido (o mesmo da vida atual) se entregou ao trabalho e deixou os nossos filhos aos cuidados de uma empregada, não dando a devida atenção a eles”.

- Pergunte à sua mentora espiritual por que sua filha é tão agitada, assustada e muito apegada a você?

“Diz que, inconscientemente, ela tem medo de ser novamente abandonada por mim e pelo meu marido. Por isso, quando a gente, os três, ficamos juntos, ela se acalma, pois se sente mais segura com a nossa presença.

Revela também que, numa outra vida, eu cuidava de um irmão, e que hoje ele é a minha filha. Diz que eu era a mais velha, mas acabei o abandonando. Era só eu e ele, pois nossos pais morreram.

Ela confirma, portanto, que abandonei a minha filha atual em duas encarnações passadas”.

- Pergunte à sua mentora espiritual qual é o seu principal aprendizado, lição maior nessa vida presente?

“É não ser egoísta, cuidar de minha filha, pensar mais nela”.

- Pergunte-lhe se agora é ou não o momento de você voltar a trabalhar, arrumar um emprego?

“Diz que, como dona de casa, eu já estou trabalhando. Fala para eu aproveitar mais o meu tempo, cuidando de minha filha, sendo mais altruísta, combatendo o egoísmo.

Explica que, como em várias encarnações fui egoísta, a partir do momento que ela me revelou que o meu egoísmo não vem desta vida, a tendência é eu ser mais altruísta daqui para frente.

Diz que a minha missão de vida é entender mais as pessoas, não ser egoísta, aprofundar mais nos estudos espirituais, para eu me entender melhor também.

Esclarece que, não é porque a minha missão é cuidar de minha filha, que eu não deva pensar em mim, me anular.

Afirma que, nós encarnados, reencarnamos juntos com outras pessoas para evoluirmos em conjunto, bem como individualmente.

Fala que os grandes mestres espirituais vêm para nos ajudar a evoluir e, ao mesmo tempo, também evoluem, pois eles têm esse ponto de equilíbrio.

Fala ainda, que quando a gente chegar nesse ponto de equilíbrio deles, ou seja, fazer o bem às pessoas e a nós também, o egoísmo passa a não mais existir.

Quando a gente fica em dúvida se estamos sendo muito altruísta ou egoísta é porque está havendo um desequilíbrio desses dois adjetivos dentro de nós, o que não ocorre com os grandes mestres espirituais, pois eles não têm essa dúvida. Eles ajudam, sem se anular.

Por isso, o altruísmo para eles, é algo prazeroso e não um dever, uma obrigação”.

No final do tratamento, a paciente me disse que não estava mais sentindo aquela tristeza, vazio interior e vontade de se matar.

Antes da terapia, via a maternidade de forma negativa, como uma prisão, uma perda de liberdade e não dirigia carro, pois tinha muito medo.

Agora, por ter que levar a sua filha à escola, estava dirigindo. Viu isso como uma grande conquista, uma autonomia, pois perdeu o medo de dirigir.

Após essa terapia, passou a ver a maternidade com outros olhos, como algo que estava lhe propiciando liberdade e autonomia.

Não estava mais em dúvida se devia ou não trabalhar fora, arrumar um emprego (essa dúvida a angustiava muito).

Ela se conscientizou, realmente, que agora era o momento de cuidar de sua filha, de exercer a maternidade, pois, mais para frente, seu mentor espiritual lhe esclareceu que ela saberia o momento certo quando retornar ao mercado de trabalho.




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