Dúvida, a inimiga da fé!


“Aos que creem, nenhuma palavra é possível; aos que não creem, nenhuma palavra é possível”.

- Dom Inácio de Loyola


Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, os pacientes não se limitam só a regredir às suas vidas passadas, mas, comumente têm experiências extrafísicas, espirituais, que chegam a transformar suas vidas.

A visão dos pacientes sobre si, os outros, a vida e a morte, mudam radicalmente, os valores se convertem. Nenhum de meus pacientes que passaram por essa terapia, e que tiveram vivências profundas, marcantes, continuaram os mesmos. O poder de transformação da TRE, é realmente sem precedentes.

No entanto, uma minoria, por serem muito racionais, incrédulos, tendem a duvidar ou mesmo negar, rejeitar o que aconteceu nas sessões de regressão. Tendem a duvidar se o que trouxe nas sessões de regressão foi real ou fruto da imaginação. É aqui que entra a fé ou não ter fé nas impressões, percepções do que o paciente traz em suas vivências regressivas ou mesmo espirituais.

Jesus, o mestre dos mestres, curou os endemoninhados (obsediados), lunáticos (loucos), cegos, paralíticos, ressuscitou Lázaro, que há quatro dias estava morto; enfim, fez muitos milagres. Mas, em uma das passagens bíblica, está registrado que, numa cidade específica, poucas pessoas foram curadas. Por quê? O mestre perdeu o seu poder de cura?

Não. Apenas havia pouca fé por parte dos moradores da cidade. Ele mesmo dizia aos seus seguidores que não curava e, sim, que a própria pessoa se curava. “A sua fé te curou!” - assim o mestre ensinava.

Por isso, é comum os mentores espirituais dos pacientes lhes dizerem na TRE: “A dúvida é a pior inimiga da fé! Quando você duvida, subtrai, enfraquece a sua fé, o seu Poder Pessoal, a sua força interior.

No meu entender, há dois tipos de dúvida: a investigativa e a tola. Na dúvida investigativa, o paciente não acredita, inicialmente, em suas impressões, em sua intuição do que percebeu em suas vivências; porém, está aberto, receptivo para investigar, pesquisar, aprofundar o que vivenciou nessa terapia, para melhor compreensão.

É importante esclarecer aos leitores, que a dúvida investigativa é saudável e desejável em nossas vidas para não cairmos no fanatismo, na superstição e no misticismo.

Porém, na dúvida tola, o paciente duvida por duvidar, não se interessa em se aprofundar, pesquisar no que vivenciou, por ter uma mente fechada e, mesmo preconceituosa, a respeito dos assuntos ligados à espiritualidade, como: reencarnação, vida após a morte, plano espiritual, obsessores espirituais, etc.

Acredita, que o que não pode ser entendido ou explicado por sua mente racional, não existe ou é pura fantasia, imaginação. Não está, portanto, aberto, receptivo para se entregar nas vivências regressivas e espirituais, e até mesmo continuar com a terapia.

A mente opera em duas vias: 1) Mente racional (hemisfério esquerdo do cérebro); 2) Mente intuitiva (hemisfério direito do cérebro).

Para o paciente acessar sua mente racional, precisa pensar, raciocinar, e, para acessar sua mente intuitiva, precisa sentir. Porém, não basta ele sentir, intuir, é preciso acreditar, ter fé, acreditar no que intui. Fé e intuição são como duas irmãs siamesas, uma depende da outra.

Por isso, na TRE, o paciente passa, inicialmente, por um relaxamento profundo do corpo e da mente para aquietar, silenciar a matraca analítica, tagarela de sua mente racional, cética, que fica sempre argumentando e contra-argumentando o que traz nas sessões de regressão e, com isso, apurar a sua intuição, pois, muitas das informações que vêm nas sessões de regressão, bem como a comunicação com o seu mentor espiritual se dá normalmente em pensamento, intuitivamente.

Por isso, as práticas meditativas e as técnicas de relaxamento servem justamente para aquietar, silenciar a nossa mente racional, muito questionadora, que costuma duvidar, para que possamos entrar em contato com a nossa essência, a nossa alma, o Eu Superior.


Caso de Obesidade

Mulher de 40 anos, solteira. Foi a vários endocrinologistas. Fazia dieta e nunca ia até o fim. Nos exames não acusava nenhuma alteração hormonal, embora tivesse pressão alta e alta taxa de colesterol no sangue. Desde criança sempre fora uma menina obesa.

Em função disso, fechava-se no seu quarto, não tinha vontade de fazer nada e sentia-se deprimida. Era muito ansiosa, canalizava todas as suas frustrações na comida. Tinha baixa autoestima e se escondia das pessoas, evitando-as. Não tirava a roupa na frente de seu noivo, procurando fazer sexo no escuro.

Na regressão, em uma vida passada, viu-se como uma mulher, num lugar escuro, sozinha, com um cobertor nas costas. Estava descalça, maltrapilha, mãos sujas, unhas malfeitas, roupas imundas. Parecia estar assustada. É como se ela estivesse precisando de ajuda. Era uma pessoa muito pobre. Devia ter uns 30 anos.

Ela estava agachada, encostada numa parede. Estava se sentindo muito sozinha. Não tinha onde morar, pois era uma mendiga. Morava no Brasil, em 1900. Ela se alimentava das coisas do mato, comia frutas. Havia um lago, ela se alimentava também desse lago, comia peixes. Era uma vida muito pobre.

Mas, antes, fora criada pelos pais, numa casa grande, com muito luxo. Era filha única, estava sempre bem arrumada, vestido longo, sapato social, cabelos curtos, e era loira. Seus pais morreram num acidente e tudo aquilo que existiu de luxo, ela acabou perdendo. Ficou sozinha, perdeu tudo. Tinha 25 anos, quando perdeu também a casa.

Foi morar na rua. Estava sozinha, não tinha ninguém. Viu-se pedindo esmola. Sentia-se muito mal, sentimento de perda, pois teve tudo e agora não tinha mais nada. Veio o medo de não ter o que comer. E esse sentimento, ela me diz que carrega até hoje na vida atual.

Prosseguindo, na regressão de memória, ela me diz que acabou se juntando com os outros mendigos. Morava com eles na rua. Tinha uma sensação de desesperança, de que sua vida nunca iria mudar, uma sensação de impotência, de desespero.

Lembrou-se que, antes de seus pais falecerem, gastava muito, queria ter as coisas, muitas vezes sem ter necessidade. Não era magra, nesta vida, era também obesa. Embora tivesse bens materiais, não tinha o carinho de seus pais. Não havia diálogo. Seu pai trabalhava muito e sua mãe ficava dentro de casa, mas não lhe dava muita atenção.

A morte deles não fez muita diferença, pois vivia se sentindo sozinha. Era muito calada, fechada, não se relacionava com ninguém, não era de expressar seus sentimentos.

Após se tornar mendiga, sua rotina era de pedir as coisas. Lembrou que, nesta vida atual, desde criança, tinha medo de não ter o que comer, embora sua família nunca tivesse passado por necessidades.

Ao comer, chegava a limpar seu prato. E, se deixasse o resto de comida, vinha um sentimento de culpa. Sua mãe lhe disse que, quando era criança, chegou a pedir esmolas na rua, perto de sua casa.

Costumava também guardar restos de comida na geladeira, nos armários, nas gavetas, e no guarda-roupa.

Peço-lhe, na regressão, que avance na cena, e vá para o momento de sua morte... Diz que sente muito frio, está na rua com outros mendigos. Seu corpo não suporta mais o frio, está há alguns dias sem se alimentar. A sua morte vem como um alívio. Ela diz: “Que bom que chegou essa hora. Sinto um alívio!”.

Após sua morte física, veio uma sensação de tranquilidade, ela se viu fora de seu corpo. Veio também a sensação de que não mais teria que passar por essa pobreza.

No final da sessão, ela me disse: “O que eu vivi nessa vida passada, não preciso mais viver hoje. Não preciso mais passar por essa pobreza”. Ela se conscientizou de que não precisava mais passar por privações.

Depois de passar por outras sessões de regressão, diminuiu bastante sua ansiedade e compulsão pela comida. Voltou a fazer novamente a dieta com orientação médica. Desta vez, foi até o fim no seu regime alimentar, sempre mantendo o seu peso normal.




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