A reencarnação existe? Podemos prová-la?

A reencarnação existe? Podemos prová-la?

Nas palestras que tenho ministrado a respeito da Terapia Regressiva Evolutiva (TRE), muitas pessoas me perguntam: “A reencarnação existe? Podemos prová-la?”.

Se você fizesse essas mesmas perguntas no oriente, é provável que eles iriam reagir com estranheza, pois lá a reencarnação é uma crença religiosa profundamente arraigada e cultivada pelas religiões hinduísta, budista e jainista.

Mas é natural as pessoas criadas na cultura ocidental não aceitarem a reencarnação, prontamente.

Na verdade, somos muito pragmáticos, e até mesmo céticos para aceitarmos uma crença, sem evidência concreta.

Justifica, portanto, essas perguntas serem tão frequentes em minhas palestras. Costumo responder que a pesquisa sobre a reencarnação dentro de uma metodologia científica, ainda está no seu início.

A maioria das pesquisas tem sido feitas, através da regressão de memória, para se atingir o inconsciente do paciente.

Muitos pesquisadores investigam também crianças que recordam fatos vividos em suas vidas passadas, cujas recordações se perpetuam até próximo à puberdade. São recordações vinculadas a marcas de nascença (birthmarks).

É o caso de um menino de oito anos, de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, investigado pelo pesquisador brasileiro João Alberto Fiorini, delegado de polícia, especialista em impressões digitais.

O menino tinha um medo irracional de fogos de artifício e apresentava nas pernas, manchas escuras desde o seu nascimento.

A explicação do menino para essas manchas é que, em outra vida, ele lutou numa guerra e levou tiros nas pernas.

No livro “20 Casos Sugestivos de Reencarnação”, o Dr. Ian Stevenson, de reputação internacional, professor do Departamento de Neurologia e Psiquiatria da Universidade de Virgínia, entrevistou mais de 3.000 crianças em várias partes do mundo, e encontrou em suas histórias memórias sugestivas de reencarnação.

Ele percebeu que as crianças do oriente eram mais abertas para esse assunto.

O mesmo não ocorre em nossa sociedade ocidental, que tende a reprimir ou desprezar as conversas “irreais” de uma criança que afirma recordar espontaneamente suas vidas pretéritas, o que faz com que ela logo esqueça.

Fiorini, ao fazer sua pesquisa de campo, orienta as mães para que elas o procurem quando percebem que seus filhos falam sobre vidas passadas.

A ideia é não desprezar o que as crianças falam, mesmo que pareça não ter muito sentido ou ser apenas produto da imaginação.

Ainda segundo Fiorini, se uma pessoa volta para esta vida com marcas, sinais, cicatrizes, deformidades físicas, e até mesmo doenças, por que não com as mesmas impressões digitais?

Foi partindo dessa premissa que ele começou a fazer um estudo profundo sobre impressões digitais associadas à reencarnação.

O pesquisador brasileiro diz que os desenhos formados nas mãos e pés estariam ligados à genética, variando de mão para mão, de raça e sexo.

Ele diz: “Se você verificar as impressões digitais das mulheres, vai ver que elas têm uma tendência maior à presilha, que é um tipo específico de desenho feminino. E nos homens, o normal é que eles não apresentem a presilha, mas, sim, o verticilo, que é um outro tipo de desenho masculino”.

Fiorini observou as impressões digitais de homossexuais masculinos. Ele constatou que eles apresentavam características de impressões no polegar direito que se aproximavam das características femininas, as presilhas.

Fez outra pesquisa com travestis e observou o mesmo, que suas digitais apresentavam a presilha de uma digital feminina.

Observou também as digitais de mulheres criminosas, homossexuais, que deveriam apresentar presilha. Mas se surpreendeu ao perceber que a incidência maior era de verticilo, a característica masculina.

Vendo pelo lado espiritual, o ser humano, ao desencarnar, fica de 0 a 250 anos no plano espiritual.

Ele pode tanto reencarnar rapidamente, quanto pode demorar um tempo mais longo, mas, o mais comum, é que ele reencarne dentro de um período de 40 a 70 anos.

Se, por exemplo, uma mulher morre e reencarna, retorna rapidamente, em mais ou menos dois anos; porém, ocupando, desta vez, o corpo de um homem, ela virá então trazendo ainda as características femininas (presilhas).

Então, essa mulher, agora num corpo de homem, traz não só a mesma digital feminina da vida anterior, como pode também trazer hábitos e traços de personalidade feminina.

Por isso, em minha experiência com a Terapia Regressiva Evolutiva (TRE), ao atender os pacientes homossexuais masculinos ou femininos, percebo que a homossexualidade nada tem a ver com desvio de personalidade, como muitas pessoas ainda insistem em dizer, mas está, sim, relacionada com a vida passada e com o fato da reencarnação ocorrer muito próxima dessa vida anterior quando eram do sexo oposto.

Fiorini, portanto, acredita ser possível um espírito retornar com a mesma digital. Neste sentido, as impressões digitais não se alteram quando o espírito reencarna.

Ele ainda não atingiu seu objetivo na pesquisa científica das impressões digitais ligadas à reencarnação, pois necessita de mais casos comprovatórios, mas, acredita que em breve deverá chegar a uma conclusão definitiva.

Outros pesquisadores também estão buscando a comprovação da reencarnação, através de outros testes, como o exame grafotécnico, comparando a caligrafia da criança com a da pessoa que ela possivelmente teria sido na vida anterior.

Desta forma, devo terminar este artigo reafirmando que a pesquisa científica sobre a reencarnação está no seu início, embora o conceito filosófico da reencarnação seja antigo.


Caso Clínico: Dores constantes no corpo (fibromialgia)

Mulher de 42 anos, casada, mãe de dois filhos.

A paciente me procurou determinada a identificar a verdadeira causa da fibromialgia, das dores constantes no corpo, que a perseguiam desde seus vinte anos de idade.

Já tinha passado por vários especialistas na área médica e psicológica (ortopedista, fisioterapeuta, neurologista, endocrinologista, acupunturista, homeopata, psiquiatra, psicólogo).

Embora tivesse se submetido a todos os tipos de exames clínicos entre os mais sofisticados e modernos, seus resultados nada acusavam. Até que um médico homeopata a aconselhou a me procurar.

Na entrevista de avaliação (anamnese), ela me confessou que não tinha mais motivação para viver por causa dessas dores intensas pelo corpo que a dificultavam até em andar.

Houve uma época que nem conseguia mais andar por conta dessas dores.

Ao regredir, ela se viu numa vida passada tirando água do poço.

Ela me disse: “Vejo-me de costas, eu e o meu irmão de oito anos. Devo ter por volta de 16 anos. Nós estamos andando pela beira do rio.

Vejo uma cobra enorme, aquela que mata um boi. Oh, meu Deus!

Ela me pegou, se enrolou em mim. Ela é nojenta, pegajosa! (começa a chorar copiosamente).

Meu irmão fica desesperado e não sabe o que fazer. A cobra está toda enrolada em mim, me apertando, está quebrando os meus ossos.

Grito muito, pedindo ajuda!

Ele sai correndo para pedir ajuda. Vem gente correndo para me socorrer. Mas não adianta mais, a cobra me matou”.

Peço para ela avançar na cena e que me descreva os últimos momentos dessa vida.

“Sinto muita dor no corpo, medo, angústia e muito horror. Mataram a cobra, mas eu já estava morta. Ela me quebrou toda.

No momento de minha morte, veio a imagem de minha mãe, dizendo: “Cuidado com o rio. Existem muitas cobras por lá!”.

O meu irmão, nessa vida passada, é o meu atual marido. É terrível o que eu passei. Veio muito medo, nervosismo e muita dor.

Após a minha morte física, meu avô já falecido, veio me buscar. Fiquei num hospital no mundo astral. O medo, o nervosismo e a dor, me acompanharam até mesmo na vida atual.

A dor física que senti na minha morte, trago para a vida atual. Trago também o medo. Sou hoje uma pessoa muito medrosa, assustada, nervosa e tensa.

Percebo que costumo contrair o meu corpo em função disso. No momento de minha morte, veio muita tristeza porque eu era uma moça bonita, cheia de vida, com muita vontade de viver.

Eu queria ter aproveitado mais essa vida. Veio também um inconformismo pelo que me aconteceu e um vazio muito grande que ainda sinto na vida atual”.

Peço-lhe, então, que reveja toda a vida narrada, e, caso alguma coisa a prendesse ainda nessa vida passada, se algo não tivesse ficado claro, ela se lembraria quando eu contasse de três à zero.

Como a paciente afirmou que estava tudo bem, comecei a fazer a reprogramação mental para prepará-la a voltar para o seu estado de vigília (consciência desperta).

Disse-lhe: “Veja como você ficou apegada a este passado e como muitos dos sentimentos e sensações físicas estão se repetindo na sua vida atual.

Essas dores constantes no seu corpo, são decorrentes das mesmas dores físicas que você sentiu ao ser morta por aquela cobra.

Seu medo, angústia, tristeza, esse vazio dentro de si e o inconformismo por ter perdido a vida tão jovem naquela existência passada, você ainda nutre e trouxe à vida atual.

Portanto, é muito importante se desvincular, soltar o seu passado. Liberte-se, então, de todo esse passado! Perceba que tudo que aconteceu com você, essa experiência dolorosa, essas sensações físicas e sentimentos foram reais, coerentes nesta vida passada.

Porém, hoje, nada mais disso é real. São coisas de seu passado. Conscientize-se que hoje você nasceu num corpo sadio, perfeito. Desta forma, não faz mais sentido trazer essas dores físicas.

Compreenda que hoje você vive uma nova vida e agora é um novo momento da sua vida, onde nada mais disso, estas sensações e sentimentos negativos, devem permanecer em você.

Imagine agora um lindo portão. Você vai deixar, atrás desse portão, todas essas lembranças, experiências e, principalmente, essas sensações e sentimentos negativos de sua vida passada.

Imagine que o portão se fecha por completo. Vamos encerrando a sessão. Vou contar até três e, em seguida, você vai abrir os olhos, sentirá um profundo bem-estar, estando em perfeito equilíbrio físico, mental, emocional e espiritual. O.K.? 1... 2... 3. Pode abrir os olhos”.

A paciente estava simplesmente atônita com tudo que o seu próprio inconsciente tinha revelado.

Posteriormente, fizemos mais 4 sessões de regressão e, no findar destas, as dores físicas que ela sentia - a ponto de não poder andar ou subir sozinha os degraus que dão acesso à sala de meu consultório - haviam desaparecido por completo.

É importante ressaltar, que essa terapia vai de encontro com a máxima secular de Cristo “Conheça a Verdade que a Verdade Vos libertará”.

O processo terapêutico da Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) é feito de 2 etapas: 1) Conscientizadora; 2) Transformadora e/ou curadora.

Essa paciente se conscientizou da causa verdadeira de seu problema (dores constantes no corpo), isto é, vivenciou a experiência traumática que passou naquela vida passada, reprimida em seu inconsciente, quando foi morta por uma cobra, que quebrou os ossos de seu corpo.

E, quando soube da verdade, da causa primária das dores de seu corpo, ela se curou, pois ressignificou, isto é, observou sob uma nova ótica, um novo ângulo e mais bem compreendido o seu problema físico. Assim, ela se libertou definitivamente de seu passado traumático.




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