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  • Foto do escritorOsvaldo Shimoda

O véu do esquecimento não deve ser descortinado: Mito ou Verdade?


Certa ocasião, eu perguntei ao mentor espiritual de um paciente “por que as casas espíritas (em sua maioria) não me convidam para dar palestras?”


Ele me respondeu: “Há um preconceito, um dogma, em muitas casas espíritas, de que o véu do esquecimento do passado não deve ser retirado em hipótese alguma porque Kardec, o codificador do Espiritismo, referiu-se a esse véu do esquecimento, como uma benção, um presente de Deus, pois, se não houvesse esse véu e todos recordassem espontaneamente suas vidas passadas, seria bastante perturbador a todos os envolvidos, sobretudo, numa família, onde os seus membros já estiveram juntos em outras vidas.


Mas, o que muitas casas espíritas desconhecem é que na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, o descortinamento desse véu não é feito pelo terapeuta e, sim, pelo mentor espiritual que pode ou não descortinar o véu do esquecimento do paciente. Há também em muitas casas espíritas, os que acreditam só na hipnose clássica - que vai até o útero materno - e, se passar do período uterino e acessar às vidas passadas, acreditam que é a mente criativa, fantasiando justificativas aos seus traumas psíquicos”.


Achei muito esclarecedora a resposta desse mentor espiritual. Mas, quero complementar à sua explicação, que, embora Kardec tenha se referido ao véu do esquecimento como uma benção, um presente de Deus, em nenhum momento, ele afirmou em suas obras que em hipótese alguma se deve descortinar esse véu.


Em sua obra “O Livro dos Espíritos”, capítulo VIII – Esquecimento do Passado – questão 399, página 165, ele escreveu: “Integrado na vida corpórea o espírito perde momentaneamente a lembrança de suas existências anteriores, como se um véu as ocultasse. Não obstante, tem às vezes uma vaga consciência, e elas podem mesmo lhe ser reveladas em certas circunstâncias.


Mas isto não acontece senão pela vontade dos espíritos superiores, que o fazem espontaneamente, com um fim útil e jamais para satisfazer uma curiosidade vã”.


Como o(a) leitor(a) pode perceber, Kardec, colocou 3 condições para se descortinar o véu do esquecimento do passado:


1) Em certas circunstâncias (ele não especificou em que circunstâncias);


2) Senão pela vontade dos espíritos superiores (são os mentores espirituais);


3) Com um fim útil e jamais para satisfazer uma curiosidade vã (saber se foi um rei, rainha ou uma figura histórica, famosa, numa vida passada, no meu entender, só infla o ego das pessoas).


O bisturi é um instrumento perigoso, nocivo? Vai depender de quem manuseá-lo: se for usado com maestria, destreza, pode salvar vidas; agora, nas mãos de uma pessoa despreparada, não habilitada, pode prejudicar e até mesmo tirar vidas.


O mesmo ocorre com o descortinamento do véu do esquecimento do passado, através da regressão de memória. A regressão de memória como ferramenta de autoconhecimento e cura, pode ser um instrumento terapêutico muito eficaz para resolver inúmeros problemas que afligem os seres humanos, tais como: fobias, depressão, transtorno do pânico, toc (transtorno obsessivo compulsivo), problemas de relacionamento familiares, conjugais, sociais e no trabalho, dificuldades financeiras ocasionados por bloqueios emocionais e/ou interferência de seres extra físicos (obsessores espirituais).


Nunca é demais lembrar que a palavra trauma, vem do grego e significa ferida. Portanto, descortinar o véu do esquecimento do passado por meio da regressão de memória, implica em remexer feridas muito dolorosas e muito antigas, oriundas, muitas vezes de uma vida passada. Se o paciente não estiver preparado psicologicamente para acessar o seu passado, ao invés de ajudá-lo pode até mesmo prejudicá-lo, agravando o seu problema.


Vou dar um exemplo: Uma paciente de 35 anos, casada, veio me procurar porque passou pela terapia de vidas passadas com uma terapeuta muito conceituada (não vou citar o nome dessa terapeuta, por uma questão de ética). O motivo que a fez procurar essa terapeuta, na ocasião, é que ela tinha- um relacionamento muito conflituoso com o marido. Eram brigas constantes e o único momento que o casal se dava bem, era na cama, na relação sexual.


Então, ela procurou essa terapeuta e, ao regredir a uma vida passada, ela se viu amamentando o seu filho, em seu seio, mas quando viu os olhos do nenê, ficou surpresa, pois, era o mesmo olhar de seu marido de hoje. Portanto, identificou o filho da vida passada, como sendo o marido atual.


O olhar do nenê, não saia de sua mente, tanto que demorou 3 dias, após a sessão de regressão, para que desaparecesse de sua visão. Quando foi ter relação sexual com o marido, quando ele foi acariciar os seus seios, ela o empurrou bruscamente, dizendo que não queria ter sexo com ele.


Ela ainda o associava ao seu filho da existência passada, ou seja, fazer sexo com o marido, seria o mesmo que fazer sexo com o seu filho da vida pretérita, portanto, uma relação incestuosa.


Resumo da ópera: A terapeuta, ao descortinar o véu do esquecimento dessa paciente, fazendo-a regredir à sua vida passada a prejudicou, pois, além da paciente não resolver o relacionamento conflituoso com o marido, perdeu o desejo sexual por ele, que era o único momento que os dois se davam bem.


Como o terapeuta que utiliza a regressão de memória sabe se o paciente está preparado ou não para acessar o seu passado?


Ele não sabe, pois, como diz o sábio e secular jargão médico: “cada caso é um caso”. É aqui que entra o papel do mentor espiritual na TRE. Por isso, nessa terapia, é sempre o mentor espiritual de cada paciente que vai determinar se descortina ou não o véu do esquecimento dos pacientes.


Conclusão:


Como terapeuta, nesta nova modalidade de terapia, a TRE, eu me comparo a um copiloto que auxilia o comandante na condução da aeronave. Por que o comandante é o verdadeiro piloto?


Porque tem mais experiência, mais horas de voo que o copiloto. O mesmo ocorre nessa terapia. A minha função como coterapeuta é auxiliar o mentor espiritual de cada paciente na condução do processo terapêutico.


Portanto, nessa terapia, o verdadeiro terapeuta é o mentor espiritual do paciente, que o conhece profundamente, pois o vem acompanhando em várias encarnações, é o seu tutor espiritual, responsável diretamente pela sua evolução espiritual. Certamente, ele é a pessoa mais gabaritada, com mais autoridade para descortinar ou não o seu véu do esquecimento do passado. Neste aspecto, a TRE é uma terapia breve, segura e eficaz.


Certa ocasião, uma paciente perguntou ao seu mentor espiritual qual era a causa de seu problema? (ela sofria de depressão). Ele lhe respondeu: “Não se preocupe, você vai resolver o seu problema e será breve!”


Não satisfeita com a resposta de seu mentor espiritual, ela lhe indagou novamente: “Mas qual a causa de meu problema?”.


Ele lhe respondeu: “Eu já não lhe falei? Você vai resolver o seu problema brevemente. No seu caso, não será benéfico saber a causa. Deixe o defunto (passado da paciente) em paz, não vamos remexê-lo na cova”.


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O véu do esquecimento não deve ser descortinado: Mito ou Verdade? Por Osvaldo Shimoda

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