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  • Osvaldo Shimoda

O Ser Humano Integral


"As Universidades não ensinam tudo; portanto, o médico deve procurar as velhas, as ciganas, mulheres entendidas em ervas, monges e camponeses, e tomar aulas com eles. O médico deve ser um viajante, porque conhecimento é experiência". - Paracelso Os tempos estão mudando e, aos poucos, certos assuntos considerados de âmbito religioso estão começando a ser reconhecidos como fatos naturais e, portanto, passíveis de investigação científica.


Num artigo, em meu site: A medicina já reconhece oficialmente a obsessão espiritual, escrevi que, desde 1998, a Organização Mundial da Saúde(OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado dos aspectos físico, mental e social. Antes de 1988, a OMS, definia saúde como "o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do ser humano e desconsiderava o bem-estar espiritual, isto é, as enfermidades da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade: mente, corpo e espírito.


Mas, após essa data, a OMS passou a definir saúde, como "o estado de completo bem-estar do ser humano integral: biológico, psicológico, social e espiritual. Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na medicina como "Estados de transe e possessão", que é um item do CID10 (Código Internacional de doenças e o grupo 10 são os transtornos mentais existentes, catalogados pela OMS) que permite o diagnóstico da interferência espiritual obsessora. O Manual Diagnóstico e Estatístico de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM V já faz uma distinção entre estado de transe normal, mediúnico, e o dos psicóticos, que seriam anormais ou doentios.

Sendo assim, a Associação Americana de Psiquiatria faz um alerta para que o médico tome cuidado para não diagnosticar de forma equivocada, como alucinação ou psicose, casos de pessoas que dizem ver e/ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura. No entanto, apesar desse alerta à comunidade médica, o que se vê na prática ainda é muitos médicos rotularem indiscriminadamente todos os pacientes que dizemouvir e/ou ver espíritos como "psicóticos" e os tratarem (o que é pior), com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas. No meu entender, os medicamentos químicos, psicotrópicos, só deveriam ser prescritos para os casos que não respondem aos tratamentos clínicos convencionais e/ou espirituais, e, em casos crônicos, que trazem perigo para o paciente e/ou familiares; portanto, não como tratamento de primeira escolha. Como psicólogo e profissional da área de saúde, desde 1982 (hoje, não sou mais, pois me considero um terapeuta holístico, pois vejo o ser humano em sua totalidade, mente, corpo e espírito), faço um alerta para que psicólogos e psiquiatras escutem atentamente a queixa do paciente, quando este afirma que vê espíritos e escuta suas vozes, fazendo um diagnóstico diferencial entre um distúrbio mediúnico e um distúrbio psiquiátrico propriamente dito.


Desta forma, uma coisa é tratar um médium em desequilíbrio e outra é tratar um paciente com um transtorno psicótico, portanto, psiquiátrico. Um médium desajustado, com os canais mediúnicos abertos, quando não devidamente orientado por um profissional qualificado, pode evoluir para um quadro de transtorno dissociativo psicótico (popularmente conhecido como loucura). Em minha prática clínica com a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) - A Terapia do Mentor Espiritual, abordagem psicológica e espiritual breve, sistematizada por mim em 2006, a maioria dos pacientes que me procuram, não apresentam um distúrbio psiquiátrico psicótico, mas, são médiuns em desequilíbrio, cujo desajuste advém de experiências traumáticas que passaram em vidas passadas e/ou sofrem influência nefasta de espíritos obsessores, desafetos de seu passado, que, movidos a ódio e vingança, provocam ou buscam agravar seus sintomas de fobias, ansiedade, depressão, transtorno bipolar, síndrome do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), doenças orgânicas de causa desconhecida pela medicina, disfunção sexual, problemas financeiro/profissional e de relacionamento interpessoal. Caso Clínico: Depressão e Obesidade

Mulher de 30 anos, solteira. A paciente veio ao meu consultório, querendo entender o porquê de sua depressão e obesidade. Desenvolveu o quadro depressivo, após a morte de sua mãe, que ocorreu há 12 anos (mãe veio a falecer num acidente de carro - seu carro se colidiu frontalmente com um caminhão). Sentia ainda, a ausência de sua mãe; por isso, queria entender por que ela veio a falecer daquela forma? Após sua morte, começou também a comer compulsivamente, ganhou 40 quilos de peso e não conseguia emagrecer. Além da depressão e da obesidade, era também muito ansiosa, intranquila, bastante preocupada, ou seja, sofria por antecipação, quando tinha que fazer algo importante. Ao regredir, a paciente me relatou: - Sinto o meu corpo muito pesado, é impossível me mexer (nessa terapia, quando o paciente sente o corpo pesado e não consegue mexê-lo, normalmente isso ocorre por conta da presença de um espírito obsessor, que fica em cima dele, imobilizando-o). Terapeuta: - Qual a primeira impressão que lhe vem dessa sensação física?


Paciente: - A impressão é como se alguém tivesse em cima de mim. Eu me sinto impotente, pesada, e meu corpo dormente (ela sentia dormência no corpo porque estava captando a presença vibracional desse ser espiritual em seu campo de energia). Sinto também um peso na mão direita, como se esse ser espiritual estivesse puxando a minha mão para baixo. Terapeuta: - Pede para ele se identificar e pergunte por que está puxando sua mão?


Paciente: - Vejo a sua silhueta, é acinzentada... É um homem, é bem magro, quase cadavérico e está com a cabeça raspada. (pausa). Ele puxa a minha mão. Terapeuta: - Pergunte o que ele quer de você?


Paciente: - Parece que ele quer que o ajude... Ele quer se libertar do sofrimento. Terapeuta: - Pergunte a esse ser espiritual o que vocês foram no passado?


Paciente: - Sinto pena dele (fala chorando). Acho que fomos separados... Nós éramos irmãos (paciente intui). Terapeuta: - Por que vocês se separaram?


Paciente: - Ele foi levado para morar num castelo em uma vida passada. Terapeuta: - Pergunte como que ele morreu, e por que se apresenta tão magro?


Paciente: - Ele diz que se matou, pois não se sentia parte daquela família. A nossa mãe não tinha como cuidá-lo e acabou dando-o a essa família. Nós éramos pobres, ciganos, vivíamos na carroça. Ele era o mais novo dos irmãos. Ele não se sentia feliz nessa família, tinha muita saudade de nós; por isso, não queria se alimentar... Tenho a impressão de que ele se suicidou se atirando num lago. Terapeuta: - Pergunte ao seu irmão dessa vida passada, há quanto tempo ele vem te acompanhando?


Paciente: - Ele diz que é desde os meus três anos de idade. Diz também que gosta de mim, e por isso achou que eu podia ajudá-lo. Terapeuta: - Você gostaria de lhe dizer algo?


Paciente: - Falo que ele é bem-vindo, mas precisa querer se ajudar. Terapeuta: - Pergunte se ele sabe o que é o plano espiritual de luz?


Paciente: - Diz que não. Terapeuta: - Pergunte se ele quer receber ajuda dos espíritos de luz?


Paciente: - Diz que sim.... Agora, ele soltou a minha mão e abriu os braços... Está subindo em direção a uma luz dourada... Foi para essa luz. Terapeuta: - Como você se sente agora?


Paciente: - Mais leve, doeu a minha mão porque ele estava segurando-a bem forte. Mas aquele peso que estava sentindo no meu corpo, desapareceu. Na sessão seguinte, após o relaxamento inicial, a paciente me relatou: - Tenho a impressão de que estou vendo a minha mãe falecida (fala chorando). Ela me diz: - Pode vir filha, que está tudo bem! Estou no astral, é dia, vejo várias pessoas em volta, cada uma faz uma coisa. São homens e mulheres, vestem um camisolão branco; minha mãe também. Ela está bem integrada nessas tarefas. Ela cuida do motorista que colidiu com o carro dela naquele acidente, que a vitimou e a ele, pois também veio a falecer. Ele está deitado numa maca, mas está bem. Minha mãe me pede para sair desse lugar. Estou indo para um jardim perto de uma fonte... Agora, estou sozinha esperando alguém. Terapeuta: - Quem você espera?


Paciente: - É um velhinho baixo. Ele tem barba, cabelo comprido e grisalho. Usa uma camisola dourada. Terapeuta: - Peça para ele se identificar.


Paciente: - Diz que é o meu mentor espiritual. Ele pede para ficar calma, que todo o meu sofrimento acabou. Terapeuta: - Pergunte-lhe como está o seu irmão daquela vida passada?


Paciente: - Diz que está bem, para não me preocupar, pois ele está sendo tratado no astral. Terapeuta: - Pergunte se ele estava interferindo negativamente em sua vida?


Paciente: - Diz que sim, porque ele queria voltar, isto é, encarnar, e como não estava conseguindo, ficou "grudado" em mim querendo viver à minha vida (aqui explica por que o povo chama de "encosto" os espíritos obsessores). Ele sentia fome, pois ainda trazia essa sensação física daquela vida passada, e, como estava grudado, encostado em mim, acabei sentindo a fome dele. Terapeuta: - Pergunte ao seu mentor espiritual se ele estava também interferindo em sua depressão e ansiedade?


Paciente: - Diz que sim. Por isso, sentia tristeza e angústia, mas, eu não sabia que era por causa da presença dele. (pausa). O meu mentor espiritual está agora me abraçando e me beijando carinhosamente. Pede novamente para me acalmar, fala que tudo passou, e que daqui para frente, tudo vai dar certo em minha vida.


Terapeuta: - Pergunte-lhe como fica sua depressão e obesidade?


Paciente: - Falou para ficar calma, que vou emagrecer gradativamente, e que a depressão irá também diminuindo gradativamente, porque aquele ser espiritual ficou muito tempo comigo.

Ressalta, que não adianta querer emagrecer de forma rápida, porque fiquei sob a influência desse ser espiritual por muitos anos. Mas me assegura que vou encontrar o meu equilíbrio.

Fala também, que todas as minhas dúvidas vão ser respondidas, se eu seguir o meu coração, pois ele, o meu mentor espiritual, irá se comunicar comigo, através de minha intuição. Em relação à minha mãe falecida, revela que ela teve que ir porque resolveu o que tinha que resolver com todas às pessoas.


Terapeuta: - Pergunte ao seu mentor espiritual se ele tem mais algo a lhe dizer de nosso tratamento?


Paciente: - Diz que a partir de agora, tudo irá ocorrer naturalmente em minha vida. Pede para agradecer ao senhor, pois tudo saiu bem nessa terapia. Ele se despede, está indo embora.


Conclusão:


Na última sessão, a paciente me disse que estava se sentindo mais calma, mais tranquila. Percebeu a diferença, uma melhora significativa em seu estado emocional. Antes do tratamento, quando ficava ansiosa, não conseguia parar para pensar se o que tinha que fazer era ou não prioritário, urgente. Ficava extremamente ansiosa, nervosa, agitada, bastante preocupada, e, com isso, sofria por antecipação.

Agora, estava conseguindo parar para refletir e avaliar os problemas, sem entrar em desespero. Estava também se sentindo mais leve e mais solta.