Nada é fruto do acaso

"Desapareceu a fronteira rígida entre a física e o que denominamos metafísica. A intuição metafísica tem bases físicas: Deus e a energia cósmica são a mesma coisa. Todos os limites entre a ciência e a religião, ciência e arte, física e psicologia, astronomia e religião, Deus e o éter têm uma unidade básica, uma força central básica que se estende a diversos ramos da experiência humana. A energia orgônica cósmica não é mística: é uma lei básica da natureza". Wilhelm Reich

É comum as pessoas acreditarem no acaso, isto é, na sorte, no azar, no casual, no acidental, no fortuito.

A palavra acaso vem do prefixo a que significa não, sem, e caso vem de causa. Portanto, acaso significa sem causa.

No entanto, do ponto de vista da metafísica (disciplina que estuda as leis da vida), acaso não existe, pois, tudo na vida, no universo, obedece às leis da causa e efeito.

Desta forma, tudo o que acontece em nossa vida tem uma causa, mesmo que nos faltem elementos para entender a causa que gerou um determinado acontecimento.

Neste aspecto, a vida é sábia, tem seus motivos e nada acontece sem uma razão justa. Ou seja, tudo tem sua razão de ser e acontecer.

E mais: a vida sempre age a nosso favor, para o nosso melhor, mesmo que a gente não acredite; por conta de nossa estreiteza mental enxergamos à vida através da fresta de uma fechadura e, por isso, a dificuldade de entendê-la em sua plenitude.

Portanto, se algo nos parece errado, é porque nos falta uma maior compreensão das causas que geraram determinados acontecimentos em nossas vidas. Visto por esse angulo, tudo acontece da maneira certa.

Pude constatar isso, na minha prática clínica como psicoterapeuta, desde 2006, ao conversar com o mentor espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual) de cada paciente na Terapia Regressiva Evolutiva (T.R.E.) - abordagem psicológica e espiritual, criada por mim nesse mesmo ano, e que integra a ciência psicológica e a espiritualidade, ou seja, trata os problemas físicos, psicológicos e espirituais do ser humano, pois o vê em sua totalidade: mente, corpo e espírito.

Nesta terapia, é o mentor espiritual do paciente que irá descortinar o seu véu de esquecimento do passado (desta ou de outras vidas) para que o mesmo possa saber a causa de seus problemas, bem como receber orientações para sua resolução.

O meu papel, enquanto terapeuta, é abrir o canal de comunicação fazendo o paciente entrar em estado alterado de consciência por meio da hipnose, para que o mentor espiritual possa conversar diretamente com ele, na sessão de regressão, e, orientá-lo melhor acerca de seus problemas.

Ao conversar com o seu mentor espiritual - seu mestre, tutor espiritual - que irá lhe indicar o seu verdadeiro caminho nesta jornada, o paciente se conscientiza que nunca esteve sozinho nesta caminhada, e que ele sempre recebeu a sua ajuda.

Aliás, ninguém está sozinho neste planeta, pois temos o nosso mentor espiritual, que nos dá toda a assistência, principalmente nos momentos mais difíceis de nossas vidas, embora muitos não percebam a sua presença.

Quero ressaltar, nesse artigo, que é comum o paciente iniciar essa terapia com uma certa incredulidade acerca da existência de seu mentor espiritual.

No entanto, ao conversar, e, mesmo ao vê-lo claramente (na maioria dos casos), no decorrer das sessões de regressão, seu ceticismo se transforma em certeza.

E, quando isso acontece, o paciente muda seu comportamento, a visão de si e dos outros, afetando também suas decisões de vida.

Com a orientação de seu mentor espiritual, ele resgata sua auto-estima, autoconfiança, a fé em si, nos outros e na vida.

A fé, termo tão desacreditado neste mundo moderno, conturbado, que venera o poder, o intelecto e o tecnicismo, para muitos, principalmente os que são muito racionais, céticos e incrédulos acerca da espiritualidade, passou a ser sinônimo de alienação e misticismo.

A T.R.E., através do mentor espiritual de cada paciente, vem agregar a ciência psicológica com a espiritualidade, pois, se de um lado a psicologia e psiquiatria oficial ainda não aceitam que o homem é fundamentalmente um ser espiritual, do outro lado, a espiritualidade, por muitas religiões é deturpada, distorcida pelas práticas espirituais, aí sim, mistificadas.

Quero ressaltar também, que na T.R.E, a regressão de memória é apenas um meio, um instrumento de autoconhecimento e cura para a resolução dos problemas, mas o propósito final desta terapia é colaborar no processo evolutivo do paciente.

Portanto, é importante frisar, que essa terapia não se resume apenas em fazer o paciente regredir, mas, sim, em ajudá-lo a se conscientizar se está no rumo certo de sua vida, se está cumprindo o verdadeiro propósito a que veio nesta jornada.

Caso Clínico: Por que não consigo manter um relacionamento afetivo? Mulher de 33 anos, solteira.

Veio ao meu consultório, querendo saber o porquê de seus relacionamentos amorosos serem superficiais e, não duradouros, não se firmarem.

Os homens se interessavam, inicialmente, mas depois se desinteressavam muito rapidamente. Teve só dois namoros (o 1º durou cinco meses e o 2º dois meses).

Seus pares argumentaram que ela era uma mulher para se casar, e, que, portanto, eles não queriam se envolver num relacionamento mais sério com ela.

Após a decepção com os namorados, a paciente ficou com muito medo de se envolver afetivamente e ser abandonada novamente; isso a deixou muito ansiosa e temerosa.

Ao regredir, ela me relatou: “Estou me vendo no meio de uma arena...

Vejo um monte de gente, homens, mulheres e crianças me olhando, sentados numa arquibancada.

Elas vestem uma roupa antiga, da época medieval”.

- Você consegue se ver? – Pergunto-lhe.

“Sim. Tenho um cabelo comprido, uso tranças, sou mulher, visto uma roupa vermelha.

Estou dançando no meio dessa arena, mas me sinto envergonhada. Elas me aplaudem, após a minha apresentação (pausa).

Agora, vejo-me andando por uma rua, tem um comércio, parece uma feira. As pessoas oferecem comida para vender. Eu só olho, não compro nada. É um dia ensolarado... Acho que sou uma cigana.

Eu leio as mãos das pessoas, mas elas não estão interessadas. Moro numa tenda toda ornamentada.

Vejo um senhor de cabelos brancos. Acho que ele é o meu avô. Ele é o líder desse acampamento de ciganos.

Está tendo uma festa, tem música, as pessoas estão dançando alegres nesse acampamento.

Cheguei nessa festa e levei uma bronca de meu avô porque não o ajudei em nada e não estava vestida para essa festa (pausa).

Agora, eu me vejo arrumada, uso um lenço na cabeça, meu vestido é branco”.

- Que idade você aparenta ter? - Pergunto à paciente.

“Devo ter uns 20 anos”.

- Você tem pais, irmãos? - Pergunto-lhe novamente.

“Vejo um monte de gente nessa festa, mas acho que não tenho pais e irmãos. É só eu e o meu avô”.

- Avance mais para frente nessa cena – peço-lhe.

“Tenho um mau pressentimento... Vem uma impressão, sensação de que algo de ruim vai acontecer nesse acampamento (ela tem uma premonição).

Esse pressentimento se confirmou... Vejo soldados invadindo o nosso acampamento. Eles não gostam da gente. Eles prendem, destroem, põem fogo nas tendas. As crianças estão assustadas”.

- Veja o que acontece com você? - pergunto-lhe.

“Consigo fugir, mas eles pegaram o meu avô. Fugi para um lugar mais distante”.

- Avance mais para frente nessa cena - peço-lhe.

“Uma senhora me acolhe nesse lugar... A mão dela é igual à da minha mãe da vida atual. Ela tem um filho, um moço bonito. Ele é muito gentil. A gente acabou se casando”.

- Prossiga mais para frente nessa cena - peço-lhe novamente.

“A gente mora com a mãe dele. Agora tenho um casal de filhos”.

- Avance mais para frente nessa cena, anos depois - peço à paciente.

“Estou me vendo mais velha, minha filha está dançando do mesmo jeito que eu dançava... Estou cansada”.

- Veja como termina essa vida passada? Vá para o momento de sua morte – peço-lhe.

“Estou deitada numa cama, uma luz branca em forma de espiral enevoada puxa o meu corpo físico, no momento de minha morte”.

- Veja para onde você vai? - peço-lhe novamente.

“Estou num campo, num jardim muito bonito, no mundo espiritual. Eu me sinto em paz.

Um senhor de barba branca, comprida, vestindo um manto branco se aproxima de mim.

Ele me diz: “Da mesma forma que você encontrou um companheiro nessa vida passada, vai encontrá-lo também na vida atual.

Chegou a hora! (Paciente chora emocionada).

Esse homem que ainda irá conhecer, tem um bom coração, e você o reconhecerá quando chegar à hora. Ele não vai te abandonar! Seja feliz!”

Esse senhor revela que é um dos meus mentores espirituais (é comum o paciente descobrir nessa terapia que tem mais de um mentor espiritual. No caso dessa paciente, ele lhe revelou que tem 3 mentores espirituais. É comum também o mentor espiritual fazer revelações futuras - caso isso for necessário - ao paciente).

Apareceu agora uma senhora... Ela tem cabelos curtos, pretos e usa um camisolão branco”.

- Pede para ela se identificar - peço à paciente.

“Ela me diz: - Minha criança, você não se lembra de mim? (Os pacientes não costumam se recordar de pessoas com as quais conviveram em vidas passadas em razão do “véu do esquecimento” que não os deixa acessar suas lembranças reencarnatórias).

Ela me abraça, fala que está com muita saudade e revela que foi minha mãe numa vida passada.

Diz que está sempre olhando por mim, e que é também a minha mentora espiritual.

Revela ainda, que esse rapaz que vou conhecer irá me fazer muito feliz porque eu mereço, e, que eles - os mentores espirituais - já estão preparando o nosso encontro, e está perto de acontecer”.

- Pergunte à sua mentora espiritual por que motivo os seus relacionamentos amorosos não deram certo até agora? - peço à paciente.

“Ela me diz que não eram as pessoas certas para mim. Fala que preciso aprender a confiar em mim. Diz ainda que a mesma confiança que tenho na parte profissional, preciso ter na parte afetiva”.

- Pergunte-lhe qual é a sua principal aprendizagem na encarnação atual? – peço-lhe.

“Esclarece, que é viver com esse homem ao meu lado.

Diz ainda: -Tenha a certeza de que isso vai acontecer, porque no astral você pediu isso. Mas você quis antes se realizar profissionalmente para depois conhecer esse companheiro.

Vocês já estiveram juntos em vidas passadas, e é um amor verdadeiro, sem cobrança e sem dependência um do outro”.

- Pergunte à sua mentora se falta algo mais para vocês se reencontrarem? - peço à paciente.

“Diz que não, só é necessário um pouco de paciência de minha parte”.

- Pergunte se ela a influenciou a me procurar para fazer essa terapia? - peço à paciente.

“Fala que sim, que eles me intuíram a procurar essa terapia. Explica que na 1ª vez que eu procurei o senhor no seu consultório, o meu companheiro não estava ainda pronto para se reencontrar comigo; por isso, eles interviram fazendo com que não desse certo iniciar essa terapia (em 2006, a minha secretária ‘por engano’ agendou sua 1º consulta (entrevista de avaliação) junto com uma outra paciente no mesmo horário, provocando com isso uma grande confusão.

Irritada (com toda razão) e inconformada, na ocasião, por esse deslize cometido pela secretária, ela acabou indo embora e teve que aguardar uma outra data para iniciar o seu tratamento, pois os meus horários estavam todos preenchidos. E isso só veio a acontecer nesse ano de 2007.

Desta forma, a paciente veio a entender, através de sua mentora espiritual, que esse incidente ocorrido em meu consultório não acontecera por acaso.

Ela revela também, que nós iremos ter uma família linda e muito feliz. Agora está se despedindo de mim, dizendo: - Vai em paz e fica com Deus, minha criança! Siga o seu caminho!”



0 visualização

T.R.E - Terapia Regressiva Evolutiva - A Terapia do Mentor Espiritual

 

 

 

Rua Luís Góis, 2068 - Saúde - São Paulo/SP - 04043-200      

 Contato:  (11) 2369-9831  (11) 94107-7222       

 e-mail : osvaldo.shimoda@uol.com.br