Medo de ficar sozinho

Monofobia é o medo de ficar sozinho, de forma extrema. É caracterizada por insegurança, ansiedade e depressão quando tem que ficar sozinho, mesmo por pouco tempo. O medo de ficar sozinho também leva a relacionamentos afetivos ruins, a ponto de se submeter às vontades do cônjuge para não ficar sozinho.

É o caso de uma paciente que atendi, e que não gostava de ficar sozinha, pois sentia tristeza, solidão, vazio interior, angústia e impotência.


Caso Clínico:

Por que tenho medo de ficar sozinha?

Mulher de 23 anos, solteira.


A paciente me procurou porque tinha medo de ficar sozinha. Não gostava de ficar sozinha, pois sentia tristeza, solidão, vazio interior, angústia e impotência. Não entendia por que vinham esses sentimentos quando ficava sozinha. Queria entender também por que tinha fobia, um medo intenso, irracional de chamas de fogo (pirogenia).


Não conseguia, por exemplo, acender velas, o forno e a boca do fogão. Passou por cinco sessões de regressão e, na sexta e última sessão, ela me relatou: “Eu me vejo numa vida passada, na segunda guerra mundial, como uma alemã judia, de cabelo grisalho, devo ter uns 60 anos.

Estou nervosa, mexo numa mesa que têm várias gavetas. Mexo com uma chave, procurando algo... Na verdade, procuro desesperadamente uma carta, e, atrás de mim, há um soldado nazista bravo; na porta, outro soldado. Eles usam um uniforme verde e no braço esquerdo tem uma cruz suástica.

Eu tinha dois filhos, que foram separados de mim – um tinha 22 anos e o outro 20 anos. Eu os reconheço como sendo, hoje, os meus pais – meu pai era o meu filho de 22 anos e a minha mãe, o filho de 20 anos. Nunca mais os vi.

Eles foram separados de mim, levados para um campo de concentração nazista... Vejo agora a minha casa sendo queimada... Estou chorando, desolada, vendo-a em ruínas. Fui exilada, mandada a um gueto na URSS (União Soviética, hoje, Rússia).

Nessa vida, eu era uma artista, tocava piano, quando ainda nova, e acabei conhecendo o pai de meus filhos. Com a sua morte, vivia para cuidar de meus filhos, e nada mais. O meu marido me deixou uma herança, pois ele morreu jovem nessa guerra.

A carta que procurava desesperadamente era de um oficial nazista, amigo de meu marido, que também era alemão e oficial nazista”.

- O que era essa carta? – Pergunto à paciente.

“Era uma autorização para eu continuar morando na Alemanha. Achei a carta, mas aqueles soldados nazistas a rasgaram, e me disseram: - Judeu não tem direito nenhum!

Não durei muito no gueto da URSS, pois fiquei doente, contraí tuberculose, e acabei morrendo. Nunca mais vi os meus filhos... Foram aqueles dois soldados nazistas que atearam fogo em minha casa.

No gueto, a gente dividia o espaço da casa; morri num canto mais frio da casa, numa cama, sozinha. A última imagem que vi foi de ratos e senti muito frio. Estava muito deprimida e achei bom morrer, pois sentia um vazio grande, impotência.

Após a minha morte, fui levada a um hospital do astral... Eu me vejo com os braços estendidos para fora da cama, na mesma posição que morri.

Nessa existência passada, pensava muito em suicídio, mas não cheguei a me matar. Eu contraí tuberculose porque as condições no gueto eram muito precárias.

Eu tinha sido uma mulher rica e culta; por isso, não me acostumei com aquela condição degradante do gueto. No hospital do astral, aparece o meu mentor espiritual, um senhor de túnica branca. Ele me esclarece que, nessa vida passada, eu era muito egoísta, voltada só para mim e também muito materialista, tanto que sofri muito com a minha casa queimada e as condições daquele gueto.

Ele me esclarece ainda, que eu não me importava com as dores alheias, pois só pensava em mim e nos bens materiais. Mas afirma que eu não era uma pessoa ruim; porém, não me importava com o sofrimento alheio.

Por isso, hoje, na vida atual, vim para ajudar as pessoas, para ser uma terapeuta em Terapia Regressiva Evolutiva (após a terapia, ela fez comigo a sua formação de terapeuta em T.R.E).

Ele me explica que é por isso que, na vida atual, a minha mediunidade é muito acentuada, propositadamente, para mesclar a dor alheia com a minha. Por isso também que hoje encontro com frequência em meus relacionamentos afetivos, homens egocêntricos.

O meu aprendizado com eles é ver que não basta não fazer o mal, mas que é preciso fazer o bem às pessoas. Naquela existência passada, antes daqueles soldados terem queimado a minha casa, não me importava com ninguém.

Eu achava que ninguém iria me prejudicar porque o meu marido era um oficial nazista influente. A minha mediunidade veio aflorada na vida presente para me dar um choque energético onde é impossível eu ficar indiferente diante do sofrimento alheio.

Eu, como médium, sou que nem uma esponja, onde absorvo e sinto a dor, o sofrimento alheio, e, esses sintomas, só desaparecem quando ajudo essas pessoas.

O meu mentor espiritual me mostra novamente a imagem daqueles soldados nazistas que atearam fogo em minha casa... Eu os reconheço como sendo, hoje, o meu último namorado e o outro é um amigo meu”.

Após o término da terapia, ela me mandou um WhatsApp relatando que, depois de sua última sessão, muitas coisas em sua vida passaram a fazer sentido. Entendeu que seu medo de ficar sozinha se deu por ter perdido tudo naquela vida (marido, filhos, sua casa e ter morrido sozinha naquele gueto), e que o medo de chamas, de fogo, foi por conta de ter visto sua casa sendo incendiada - ficou traumatizada, pois era muito apegada à bens materiais.

Mas o que mais a deixou feliz com essa terapia, é que não estava mais se sentindo incomodada, com medo de ficar sozinha, como também havia perdido o medo de acender velas, o forno e a boca de seu fogão.

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T.R.E - Terapia Regressiva Evolutiva - A Terapia do Mentor Espiritual

 

 

 

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