Jamais se deve descortinar o véu do esquecimento do passado ?

“O homem não é corpo carnal. Esta é uma revolução do conceito de homem muito maior do que a revolução da cosmovisão em que o geocentrismo (a Terra é o centro de tudo) cedeu lugar ao heliocentrismo (o Sol é o centro de tudo). Quando se compreende que o homem não é corpo carnal, a vida começa a emitir um brilho todo especial”. - Masaharu Taniguchi - A Verdade em Orações.

O Véu do esquecimento do passado, é um termo empregado por Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo. Freud, o pai da psicanálise, chamava esse véu de “barreira da memória”, que nos impede de lembrar, acessar os traumas psicológicos que estão reprimidos em nosso inconsciente.

Na antiguidade, os sábios sacerdotes egípcios o chamavam de “Véu de Ísis” e Buda o chamava de “Véu de Maya”. Portanto, todos falavam desse mesmo véu do esquecimento do passado, porém, com nomenclaturas diferentes.

O véu nos impede de lembrar as nossas vidas passadas, bem como do plano espiritual ou de nosso planeta de origem, de onde viemos antes de reencarnar.

Esse véu é uma faca de 2 gumes: de um lado nos protege, pois preserva a nossa integridade psicológica e emocional, impedindo-nos de lembrar as atrocidades que cometemos em outras vidas; por outro lado, nos torna amnésicos, inconscientes, ignorantes acerca de nossas vidas, impedindo-nos de saber qual o nosso propósito de vida, o que estamos fazendo nesse planeta, por que estamos passando por determinados problemas, fobias, medos, depressão, ansiedade, conflitos, dificuldades de relacionamentos familiar, conjugal, social, no trabalho, etc.

Kardec se referia também a esse véu do esquecimento do passado como “benção do esquecimento”, dizendo que era um presente de Deus, uma providência divina, pois nos dá a oportunidade de recomeçar as nossas vidas, reparando os erros cometidos em nossas vidas pretéritas, com determinadas pessoas que hoje a gente se reencontra.

Apesar de ele ter dito que o véu do esquecimento do passado é uma benção, um presente de Deus, ele nunca afirmou que, em hipótese alguma, jamais se deve descortinar esse véu.

É como o bisturi: ele pode salvar vidas ou tirá-las. Vai depender de quem vai manejá-la. Assim também, ocorre com a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A terapia do Mentor Espiritual, método terapêutico de autoconhecimento e cura, criado por mim em 2006, que utiliza a regressão de memória, como seu principal instrumento.

Essa terapia é similar a uma intervenção cirúrgica, onde através da regressão de memória, busca-se descortinar o véu do esquecimento do passado para tratar de um trauma psíquico, oriundo dessa (infância, nascimento, útero materno) ou de outras vidas.

A palavra Trauma vem do grego, significa ferida. Portanto, o trauma é uma ferida aberta, exposta.


Na TRE, o terapeuta utiliza-se da regressão de memória para “drenar”, tratar da ferida da alma do paciente para que ela se cicatrize definitivamente.

Mas quem vai descortinar ou não o véu do esquecimento do paciente é sempre o seu mentor espiritual, pois sabe se ele está preparado ou não para saber algo de seu passado.

Certa ocasião, uma paciente de 32 anos, solteira, após fazer 2 sessões de regressão de memória, na 3ª sessão, ela me disse: - Dr. Osvaldo, estou pensando em não continuar mais com essa terapia, a TRE.

Eu lhe indaguei o porquê de não querer mais continuar com a terapia?

Ela me respondeu: - Comentei com o dirigente espírita (ela estava frequentando um centro espírita kardecista) sobre essa terapia, dizendo que ela usa a regressão de memória para descortinar o véu do esquecimento do passado, para acessar às nossas vidas passadas.

Ele me disse: - Olha lá onde você está indo! Kardec escreveu em sua obra que “jamais” deve-se descortinar o véu do esquecimento, pois esse véu é uma benção, um presente de Deus, para que a gente não lembre do que fizemos em vidas passadas.

Você já imaginou se lembrássemos de tudo o que a gente fez no passado? Se eu fosse você, não continuaria com essa terapia.

Em vista do que a paciente me falou, eu lhe mostrei “O Livro dos Espíritos” de Kardec, capítulo VII (Retorno à Vida Corporal), VIII – Esquecimento do Passado, questão 399, onde está escrito: “Integrado na vida corpórea o Espírito perde momentaneamente a lembrança de suas existências anteriores, como se um véu as ocultasse. Não obstante, tem às vezes uma vaga consciência, e elas podem mesmo lhe ser reveladas em certas circunstâncias. Mas isto não acontece senão pela vontade dos Espíritos superiores, que o fazem espontaneamente, com um fim útil e jamais para satisfazer uma curiosidade vã”.

Portanto, eu lhe disse que Kardec coloca 4 condições para descortinar o véu do esquecimento do passado:


1) Em certas circunstâncias (ele não especificou em que circunstâncias);

2) Senão pela vontade dos Espíritos Superiores;

3) Um fim útil;

4) Jamais para satisfazer uma curiosidade vã, fútil.

Eu expliquei que o Codificador do Espiritismo, em nenhum momento usou a palavra “jamais”, ou seja, em hipótese alguma ele disse que não se deve descortinar o véu do esquecimento.

Expliquei também, que a TRE, a terapia do mentor espiritual, vai de encontro com que Kardec escreveu, que o descortinamento é possível “senão pela vontade dos Espíritos Superiores que o fazem espontaneamente”.

Nessa terapia, são os mentores espirituais, que são “os espíritos superiores” que descortinam em “certas circunstâncias” o véu do esquecimento, porém, “jamais vão descortinar esse véu apenas para satisfazer uma curiosidade vã” do paciente, por exemplo, se ele foi rei, rainha, uma figura famosa, histórica do passado.

Então, eu lhe fiz uma proposta: - Antes de você tomar a decisão de desistir dessa terapia, converse com o seu dirigente espírita e pede para ele lhe mostrar qual o livro que Kardec escreveu que “jamais” deve-se descortinar o véu do esquecimento do passado.

Se ele mostrar esse livro, diga que vou pessoalmente lhe pedir desculpas pela minha ignorância; porém, se não provar, fale que é ele que deve lhe pedir desculpas, pois precisa ter responsabilidade como dirigente de um centro espírita e formador de opinião.

Afinal, ele está te influenciando negativamente a desistir dessa terapia, prejudicando-a em seu processo terapêutico, para não se libertar das amarras, bloqueios de seu passado.

Na sessão seguinte, ela me disse que repassou a minha proposta ao dirigente, porém, ele desconversou, mudando de assunto. Como ele não provou absolutamente nada de que o mestre Kardec escreveu em sua obra de que “jamais” deve-se descortinar o véu do esquecimento do passado, ela decidiu dar prosseguimento à terapia.

É importante esclarecer ao leitor que nessa terapia, nem sempre o mentor espiritual do paciente vai lhe revelar o seu passado, descortinando o véu. É como se diz no ditado médico: “Cada caso é um caso”.

Eles são muito cuidadosos, responsáveis, pois jamais vão descortinar o véu do esquecimento do passado, se isso for prejudicar o paciente.

Eu me recordo de outra paciente, numa das sessões de regressão, o seu mentor espiritual lhe disse: - Não se preocupe! Você irá resolver o seu problema, e, isso será breve!

A paciente lhe indagou: - O senhor pode me revelar qual a causa de meu problema?

Ele lhe respondeu: - Por que você quer saber a causa? Eu não lhe disse que irá resolver o seu problema, brevemente? No seu caso, não será benéfico descortinar o véu de seu passado. É melhor deixar o “defunto” (passado) em paz!

Caso Clínico: Tristeza, melancolia e desânimo.

Mulher de 40 anos, viúva. A paciente veio ao meu consultório, querendo saber o porquê de sua tristeza, melancolia e desânimo, que a acompanhavam desde criança, sem um motivo aparente. Tinha pensamentos suicidas, de acabar com a sua vida.


Não tinha vontade de trabalhar, por conta dessa falta de vontade de querer viver. Embora fosse uma pessoa sociável, de gostar de estar no meio de gente, preferia se isolar, ficar sozinha.


Sua tristeza e melancolia se acentuavam, principalmente ao entardecer e ao amanhecer do dia.


Era de chorar muito, quando ficava triste. Não se sentia vinculada, pertencente a ninguém, a grupos, mesmo com os seus familiares. Desde criança, tinha a impressão, sensação (a alma sente) de como iria ser a sua vida. Dizia à mãe, que na fase adulta, iria contrair uma doença grave, e foi o que aconteceu: aos 29 anos, teve um câncer no canal cervical (tirou as trompas, ovário, útero e parte do intestino).


Dizia ainda, que iria terminar a sua vida sozinha, sem um companheiro (a paciente é viúva). Na 6ª sessão e última sessão de regressão, após induzi-la ao relaxamento profundo para que entrasse em estado alterado de consciência - transe alfa ou teta - e abrisse o canal de comunicação para ser orientada pelo seu mentor espiritual, pedi-lhe que atravessasse um portão (é um artifício técnico que sempre utilizo nessa terapia, e que funciona como um “portal da espiritualidade”, que separa o passado do presente, o plano terreno do plano espiritual) e visualizasse uma luz grande e intensa (grande foco de luz que representa o Astral Superior, o plano espiritual de luz).


Em seguida, a paciente me relatou: “Vejo uma luz amarela, quase dourada, é bem grande e esférica.


Dentro, vejo um lugar, um gramado verde, um rio, muitas árvores, é de dia, de manhã, o lugar é bem claro.


Parece um campo de golfe, muito verde, gramados... Vejo pessoas (entidades espirituais) caminhando, conversando, usam roupões brancos. São homens e mulheres, estão conversando, mas não os ouço.


Na verdade, elas conversam entre si mentalmente (os espíritos desencarnados não articulam a boca como nós encarnados para conversar, mas se comunicam mentalmente. É dessa forma também que eles se comunicam com os encarnados, em pensamento). - Então, procure intuir o que eles estão conversando – peço-lhe.


“Dizem, entre eles, que têm muita coisa para fazer, que existem muitos doentes para curar.


Caminham conversando. É um caminhar despreocupado. Eu os vejo dentro dessa grande luz, de fora”. - Aproxime-se então dessa luz, e entre nela – peço-lhe novamente (pausa).


“Quando entrei nessa grande luz, senti uma paz, uma tranquilidade muito grande. É uma sensação bem diferente da Terra, de nosso plano terreno (pausa).


Estou vendo, agora, um homem claro, cabelos compridos, usa também um roupão branco. Ele me diz que é cedo para acompanhá-los, e que ainda vai demorar muito”. - Pede para ele se identificar – peço-lhe.


“Fala que é o meu mentor espiritual, e me revela que não vou mais adoecer; pede para ficar despreocupada”. - Pergunte-lhe de onde vem essa tristeza, que a acompanha desde criança, principalmente ao entardecer e amanhecer do dia?


“Diz que é porque quero antecipar a minha vinda no plano espiritual, ou seja, quero estar junto deles, o quanto antes. Esclarece, que não chegou ainda a minha hora de desencarnar.


Esclarece também, que tenho que me acostumar ao que pedi antes de encarnar na vida atual.


Explica que a doença que contraí, o câncer, na verdade, veio para eu controlar os meus impulsos suicidas. Esses impulsos poderiam antecipar a minha partida desta vida, mas reitera que ainda não é hora, e que ninguém pode antecipá-la.


Desta forma, contraindo o câncer, tive que me cuidar mais. Diz que a doença foi uma chance para eu valorizar mais a vida, porque pedi no plano espiritual, antes de encarnar na vida atual, para viver muitos anos.


Portanto, vim nessa vida para envelhecer porque nunca cheguei a envelhecer nas vidas passadas.


Nunca quis vir nas encarnações anteriores para envelhecer porque tinha medo de ficar sozinha na velhice”. - De onde vem esse medo? – Peço à paciente.


“Fala que isso vou ter que descobrir por mim mesma (há coisas que os mentores não revelam aos pacientes, para não os prejudicar em suas aprendizagens).


Diz que na encarnação atual, vou ter que envelhecer para não reencarnar novamente e passar pela mesma experiência, porque nunca consegui fechar o ciclo da vida (nascer, crescer, envelhecer e morrer).


Diz que sempre morri prematuramente como criança, porque sofria de alguma doença, por pobreza ou por ser órfã. Isso explica também o porquê de não me sentir vinculada, pertencente a nenhum grupo, mesmo familiar.


Diz ainda, que preciso, principalmente com os meus familiares, exercitar a paciência. Ele me esclarece, portanto, que não me vinculo a nenhum grupo porque nunca tive uma família, não criei vínculos afetivos e, com isso, as pessoas são tão estranhas para mim”. - Pergunte ao seu mentor espiritual por que você costuma chorar muito?


Ele me responde: “As crianças choram muito, não é mesmo?”


Ele me diz que, desde criança, a minha alma sabia que iria contrair uma doença grave, bem como envelhecer, sem um companheiro, e isso me entristecia, embora fizesse parte de meu programa reencarnatório e tivesse concordado no plano espiritual, antes de reencarnar.


Entretanto, esclarece que posso mudar esse programa, envelhecendo com um companheiro, se eu quiser, pois todos têm o livre arbítrio. Pede para eu cuidar de minha parte espiritual, orando mais e procurando ajudar às pessoas, cuidando delas. Lembra que têm muitas instituições que precisam de minha ajuda (pausa).


Ele está me revelando, que é o meu avô paterno (paciente diz que não o conheceu). Pede para ser firme, ter perseverança, que tudo vai dar certo, e que ele está sempre perto de mim, e, portanto, não preciso ter medo.


Diz que essa tristeza e melancolia vão passar, e que eu acertei ao vir aqui no consultório, mas que me deu uma mãozinha para vir a esse tratamento(é comum os mentores espirituais afirmarem que são eles que influenciam os pacientes a me procurarem).

- Pergunte ao seu mentor espiritual se devemos ou não continuar com a terapia?


- Diz que agora, eu posso andar sozinha. No entanto, ele me esclarece que sempre que precisar dele, vai estar comigo, e que agora sei que não estou mais sozinha (paciente chora, emocionada).


E daqui para frente, para me conectar com ele, é só chamá-lo, pensando firmemente nele. Lembra que irá se comunicar comigo me intuindo, em pensamento. - Como você se sente com essas revelações? - Pergunto à paciente.


- Parece que tirei um véu, um peso das minhas costas, porque agora sei os motivos de meus problemas (a máxima milenar de Cristo “A verdade vos libertará” se aplica aqui).


Estou me sentindo muito bem, mais aliviada. Ainda estou muito emocionada por ter conversado com o meu mentor espiritual e por saber que posso contar com ele, principalmente, nos momentos difíceis da vida (é comum os pacientes se emocionarem ao conversarem com os seus mentores espirituais).


Ele agradece ao senhor, está indo embora...




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T.R.E - Terapia Regressiva Evolutiva - A Terapia do Mentor Espiritual

 

 

 

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