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  • Foto do escritorOsvaldo Shimoda

Alfabetização emocional: Como lidar com suas emoções?

Atualizado: 20 de abr. de 2023


A Terra é um planeta feito para os analfabetos emocionais. Encarnamos, para experimentar e lapidar as nossas emoções e, com isso, evoluir, como seres humanos. Esse planeta é regido por duas emoções básicas: o medo e a raiva.


Notem, que sentimos com frequência essas duas emoções em nosso cotidiano, principalmente, o medo. Sentimos medos reais e imaginários de toda ordem: medo de fracassar, perder a saúde, entes queridos, ser assaltado, morrer, ser rejeitado, abandonado, do novo, do desconhecido, de mudar, do julgamento alheio, etc. A lista é bem grande...


Os religiosos e os terroristas se aproveitam do medo para manipular e controlar às pessoas. Muitos religiosos manipulam a culpa, para gerar o medo e controlar melhor o seu rebanho, os fiéis. E usam a teologia da prosperidade, uma mercantilização da fé, onde a fé é a moeda de troca, para angariar mais dinheiro.


Já os terroristas, explodem bombas nas praças de alimentação, por exemplo, onde qualquer um pode ser a vítima e perder sua vida (essa é a ideia que eles querem impor, ou seja, difundir o terror, o medo nas pessoas).


A raiva é outra emoção básica, inerente aos seres humanos. Somos movidos também pela raiva neste planeta, sobretudo, quando alguém nos fecha no trânsito, grita, xinga, humilha ou faz pouco caso de nós, e assim por diante. Além da raiva e do medo, existem, também, três emoções, inerentes a todos nós, que são a alegria, a tristeza e o afeto.


Quando trabalhava como consultor do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), ministrava nas empresas, um curso que se chamava “Alfabetização emocional: Como lidar com suas emoções?”.


Nesse curso, os participantes experimentavam em grupo essas 5 emoções (medo, raiva, tristeza, alegria e afeto). A maioria encontrava dificuldade em demonstrar algumas dessas emoções.


Descobriam, por exemplo, que tinham facilidade em expressar a raiva, mas, dificuldade em expressar o afeto, o carinho. São pessoas, que sofrem do que chamo de secura de afeto, pois não conseguem ser afetuosos, amorosos.


O grande mestre de Viena, Freud, o pai da psicanálise, definiu Saúde Mental, como “sexualidade e sociabilidade naturais, espontânea satisfação pelo trabalho e capacidade de amar”.


Quem sofre de secura de afeto, muitas vezes, não sabem, não percebem, que são disfuncionais do ponto de vista amoroso, que têm um grave problema na área da ternura, pois não sabem amar, precisam resgatar a capacidade de amar. Ao conversar no celular, a gente percebe essas pessoas, pois, são muito secas. Respondem estritamente o necessário ou mesmo de forma monossilábica o sim e o não. Se você não fala, elas também não falam, entram no mutismo.


Eu me recordo de um paciente, 40 anos, solteiro, veio à TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) pressionado pela noiva. Ela se queixava, dizendo-lhe que ele era um “estranho”, pois era muito reservado, fechado, calado, raramente falava de sua intimidade, e só respondia o que ela lhe perguntava de forma monossilábica o sim e o não. Além de ser muito fechado, calado, era também muito seco, tinha dificuldade de ser afetuoso, carinhoso com ela.


Depois de passar por algumas sessões de regressão, ele não conseguiu regredir, por ser muito fechado, mas, na última sessão, ele me relatou: - Estou vendo uma vida passada, no vale dos leprosos... Ele é muito fundo, cercado por altas paredes rochosas... No topo, vejo 3 homens segurando cordas e descendo baldes de madeira, com comida e água. Depois que a gente come, eles recolhem os baldes, puxando as cordas.


Eu me vejo como um leproso, com manchas avermelhadas pelo corpo e caroços no rosto, cheio de pus. Eu me sinto solitário e deprimido, pois, ficamos isolados, um distante do outro, a gente não conversa nesse vale (na antiguidade, os leprosos eram estigmatizados, vistos como pecadores, impuros; por isso, eram afastados de suas famílias e da comunidade, ficando isolados).


Sinto muita saudade, de meus pais e irmãos (fala chorando). À noite, quando vou dormir, choro muito. O tempo passa e não aguento a solidão e a saudade de minha família; por isso, resolvo fugir. As paredes desse vale são muito íngremes, subo com muita dificuldade, mas, finalmente, consigo chegar no topo.


Vejo uma multidão, todos sentados, escutando o sermão de um homem com barba, cabelos compridos e vestes brancas. Eu visto uma túnica, uso um capuz, para cobrir a minha cabeça, pois tenho medo de ser apedrejado, se a multidão descobrir que sou um leproso.


Resolvo me sentar, para não ser notado. Não sei quem é ele, mas vou escutá-lo (silêncio). Meu Deus! O que é isso? (fala, gritando).


Deitado no divã de meu consultório, o paciente olha assustado o dorso de suas mãos, arregaça as mangas de sua veste para olhar melhor os seus braços, apalpa o seu rosto, e fala gritando: -


Não tenho mais as chagas (feridas purulentas) da doença! Estou curado! Estou curado! É um milagre! (chora copiosamente). Sai correndo em direção à casa de seus pais e, ao chegar, diz: - Pai, mãe, irmãos, estou curado! Assustados ao vê-lo, percebem que ele não apresentava mais as chagas da lepra. Todos o abraçam, chorando muito!


Conclusão:


Um ano, após o término da terapia desse paciente, outro paciente me procurou, um senhor de 65 anos, empresário, que me disse: - Dr. Osvaldo, eu o procurei mais por curiosidade, pois não tenho nenhum problema mais grave, que justifique fazer essa terapia.


Terapeuta: - Vou pedir ao senhor ser mais claro em sua explicação. Pode ser?


Paciente: - O senhor atendeu um paciente, ano passado, cujo nome é... (não vou citar aqui o nome desse paciente, obviamente, por conta do sigilo profissional), que é o meu personal trainer (profissional que ajuda os clientes a cuidarem do corpo e da saúde) há mais de 10 anos. Fiz uma cirurgia bariátrica, pois sofria de obesidade mórbida e, graças a ele, recuperei o meu condicionamento físico ideal.


Apesar de ser um excelente profissional, esse tempo todo, ele sempre foi muito fechado, reservado, calado, só conversava comigo o estritamente necessário, sobre a minha saúde e o meu condicionamento físico. Mas, depois que ele fez essa terapia com o senhor, observei que ele mudou de forma impressionante e drasticamente. Ele se tornou o oposto do que era, ou seja, hoje, ele é comunicativo, falante, brincalhão, afetuoso e atencioso com todos, enfim, carismático.


Os alunos da academia, onde também frequento, gostam muito dele. Ele não cansa de dizer a todos que passou por uma terapia de regressão a vidas passadas, que viveu na época de Cristo, onde era um leproso e, só o fato de escutar o mestre Jesus na multidão, curou-se da doença. Diz que foi um milagre!


Mas, milagre mesmo, é a profunda transformação que observei nele, após ter passado por essa terapia. Se não o conhecesse há mais de 10 anos e alguém me contasse a experiência que ele passou nessa terapia, e que o transformou profundamente, eu duvidaria, acharia que ele é louco ou muito fantasioso. Mas, doutor, eu o conheci antes dele fazer essa terapia.


Esclareci a esse senhor, que, como o seu personal trainer, outros pacientes, nas sessões de regressão de memória, ao entrarem em estado de relaxamento profundo (ondas cerebrais theta ou delta) passam também nessa terapia por experiências inusitadas, que transformam profundamente suas vidas. Sem dúvida, o poder transformador dessa terapia é, sem precedentes. Sugeri que ele lesse o meu primeiro livro “Experiências de Regressão – A Terapia com o Mentor Espiritual” – Mythos Editora Ltda, onde lhe expliquei, que não foi por acaso que escolhi justamente esse título “Experiências de Regressão”, como capa de meu livro.



Relogio em espiral



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