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  • Foto do escritorOsvaldo Shimoda

A morte não existe – Parte 1

Atualizado: 20 de abr. de 2023


Uma das mentiras mais difundidas no mundo ocidental é que a morte existe. Para muitas pessoas, a morte é o fim de tudo. Morreu, acabou tudo! Você perde a consciência e simplesmente desaparece, deixa de existir. Por isso, a morte tornou-se um tabu a ponto de muitas pessoas evitarem até de tocar nesse assunto, como o sexo era um tabu na era vitoriana no séc. !9.


A crença de que a morte é o fim de tudo é uma tolice porque reencarnamos, voltamos a este mundo, quantas vezes for preciso para evoluirmos. Na verdade, a reencarnação é um fenômeno da natureza, pois tudo nela obedece às leis cíclicas. Todos os dias o sol nasce e se põe, todos os anos ocorrem as 4 estações do ano – primavera, verão, outono e inverno. No inverno, as árvores parecem “mortas”, os galhos ficam secos, as folhagens caem, mas voltam com força a renascer, florescer, na primavera.


O fenômeno biológico da ovulação nas mulheres, também obedecem às leis cíclicas, onde mensalmente às mulheres menstruam. Assim, nós, seres humanos, que também fazemos parte da natureza, estamos sujeitos às leis cíclicas, ou seja, nascemos, crescemos, reproduzimos, envelhecemos, nosso corpo físico morre (e não a nossa alma, nosso espírito) e tornamos a nascer, a reencarnar, quantas vezes for necessário para nossa evolução, aprimoramento espiritual.


Na minha experiência com a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Abordagem terapêutica, sistematizada por mim em 2006, que integra a ciência psicológica e a espiritualidade para tratar dos aspectos psicológicos, físicos e espirituais do ser humano, me convenceu de que realmente voltamos, reencarnamos a este mundo.


Nas sessões de regressão de memória de meus pacientes, constatei de que a morte é o maior trauma que eles trazem à vida presente. É a 2ª maior experiência estressante em nossa vida, sendo o nascimento a 1ª. A morte é o momento em que comumente deixamos coisas inacabadas e, se vem repentinamente, levamos a experiência traumática da forma como morremos em outras vidas à vida atual. Inconscientemente, tentamos resolver o problema da vida passada, na vida presente.


Se morremos numa longa demora, agonia, levamos conosco, não só as sensações físicas como a dor, a falta de ar, calor, frio, bem como a angústia, o medo, a solidão ou a impotência, por exemplo. Portanto, a proposta da TRE é fazer o paciente revivenciar às experiências traumáticas, causadores de seus problemas, oriundas desta vida (infância, nascimento, útero materno) ou mais comumente de outras vidas da forma como o paciente morreu, para ressignificá-los, vê-los sob um novo ângulo, mais bem compreendidos, para se libertar definitivamente deles e, com isso, viver de forma mais plena.


É o caso de um senhor de 65 anos, que veio ao meu consultório, por conta da Síndrome do pânico. Ele veio acompanhado de seu filho, pois, desde que teve à sua primeira crise de pânico, não conseguia mais dirigir. A 1ª crise de pânico, ocorreu quando ele estava de carona no porta-mala de uma Van.


Ele era representante comercial de uma indústria farmacêutica. Como o seu carro estava numa concessionária para revisão, pediu carona para o motorista da indústria, que transportava os funcionários. Mas como a Van já estava lotada, com os assentos todos tomados pelos passageiros, o motorista lhe disse que não podia lhe dar uma carona, pois, podia ser multado na rodovia.


Como tinha uma reunião muito importante na capital (ele residia no interior de São Paulo), insistiu que o motorista o levasse. Então, o motorista lhe sugeriu que fosse no porta-mala da Van, pois, desta forma, a Polícia Rodoviária não o veria. Não tendo outra alternativa, aceitou ir dentro do porta-mala.


Mas, dentro do porta - mala, havia um monte de caixotes de papelão contendo remédios, onde o motorista também distribuía nas farmácias. Espremido no meio dos caixotes, estava meio escuro, como era verão, fazia também muito calor dentro do porta-mala. Começou a suar frio, ter taquicardia, falta de ar, sensação de morte iminente, tontura, achou que ia morrer, ter um infarte porque sentia também muita dor no peito.


Desesperado, em pânico, começou a esmurrar o veículo para que o motorista parasse no acostamento da rodovia. Ao abrir o porta-mala, o paciente estava muito pálido, chorando muito, dizendo que estava passando mal, que ia morrer. Desistiu de prosseguir a viagem e resolveu pegar um ônibus do outro lado da rodovia para voltar para casa.


Seu filho o levou ao pronto-socorro, o médico o examinou, fez todos os exames necessários, mas não encontrou nenhuma anomalia em seu organismo. Resolveu, então, encaminhá-lo a um psiquiatra, que o diagnosticou como tendo transtorno de pânico. Apesar de tomar às medicações, continuou tendo às crises de pânico. Então, soube de meu trabalho por meio de um amigo e resolveu me procurar.


Na 1ª sessão de regressão, o paciente me disse: - Estou deitado, num lugar bem escuro, apertado, estreito, mal consigo me mexer. O lugar é muito apertado, sinto muito calor, não consigo respirar (falava com dificuldade, em pânico, dizendo que não conseguia respirar direito).


Terapeuta: - Vou contar de 3 a 1 e você vai voltar antes dessa cena, para saber o que aconteceu para você parar nesse lugar?


Paciente: - Dr. Shimoda, estou sendo velado... A impressão que vem à mente é que, nessa vida passada, tive um infarte fulminante... É uma época bem antiga... Agora, estou sendo enterrado. Meu Deus! Estou dentro do caixão, o meu coração voltou a bater... Não consigo respirar direito, está muito abafado. Socorro! Socorro! Me tirem daqui! (paciente grita desesperado, ofegante).

No final da sessão, mais calmo, eu lhe esclareci que, na vida atual, a carona no porta-mala da Van foi um “gatilho” que disparou, desencadeou o seu trauma da forma como ele morreu naquela vida passada, pois, o porta-mala era uma ambiente muito estreito, abafado, similar ao caixão que ele veio a falecer por asfixia.


Conclusão:


Ao vivenciar na regressão de memória a experiência traumática de como veio a morrer naquela vida passada e de ter ressignificado, bem compreendido a origem de seu problema, a Síndrome do pânico, ele nunca mais teve às crises de pânico.

Eu concordo com os médicos, que dizem que a Síndrome do pânico é uma doença da modernidade, onde muitos vivem em grandes metrópoles, levam uma vida muito atribulada, corrida, enfrentam grandes congestionamentos de carros ou enfrentam situações muito estressantes , como divórcio litigioso, dificuldades financeiras, cobranças de resultados no trabalho, perda de um ente querido, doenças graves; tudo isso, pode funcionar como um “gatilho” que dispara, desencadeia um trauma psíquico do passado, reprimido no inconsciente, como foi o caso desse paciente de 65 anos.


A TRE é uma terapia, que vai de encontro com a sábia máxima secular médica: “Eliminando-se a causa, elimina-se o sintoma”. Há 2000 anos o mestre dos mestres, Jesus Cristo (Yeshua em aramaico), o maior terapeuta holístico que surgiu na face da Terra, pois ele curava os cegos, paralíticos, lunáticos (loucos), os endemoniados (obsediados por seres espirituais trevosos) e todos os doentes acometidos de várias enfermidades e tormentos, dizia: “Conhecereis a Verdade e a Verdade Vos Libertarás”.


Essa terapia, vai de encontro também com essa máxima secular de Cristo. Quando o paciente na regressão de memória entra em contato com a verdade, ou seja, fica sabendo da causa de seu problema e a ressignifica, tende a se libertar e se curar de seus traumas psíquicos.

Neste aspecto, a verdade, por mais dolorosa que seja, é sempre libertadora!




Pessoa caminhando para o céu






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