A ditadura do sucesso

A cultura ocidental capitalista, define o sucesso como “aquisição de bens, conhecimento, inteligência e beleza física”.

Em suma, o valor pessoal, isto é, a auto-estima, é medida pelo tamanho da conta bancária, cargo, títulos, status, inteligência e padrão de beleza física.

Mas, se você não possuir esses atributos, a vida não irá lhe sorrir, não terá sucesso.

Por conta desses atributos, passamos a maior parte de nossas vidas nos comparando o tempo todo com os outros.

Desde criança, fomos comparados e ensinados a nos comparar com os outros. E quando você se compara com os outros, raramente sai dessa comparação se sentindo melhor.

Uma outra definição de auto-estima é “o quanto você se sente bem a seu respeito”.

Mas, como dá para você se sentir bem se vive comparando com os outros?

Se você pegar uma revista masculina ou feminina, encontrará ali um mito de beleza.

No caso das mulheres, se não é muito bonita, se não tiver uma aparência física atraente, se não possuir um corpo bem torneado, de acordo com o padrão de beleza vigente, a tendência é não ter sucesso, dependendo do cargo.

Exemplo: Se você é obesa, aquela vaga de secretária ou recepcionista, provavelmente não será sua. É a ditadura do sucesso.

Ou seja, homens e mulheres buscam sempre algum atributo externo para sentirem-se bem internamente, pois, foi desta forma que foram ensinados neste mundo moderno.

Sendo assim, o sucesso é medido na proporção do ganho externo, quer seja a posição social que você tenha, a roupa de grife, o carro novo que você dirige, sua beleza física ou qualquer outro aspecto externo.

- Ah, estou tão feliz porque esta casa é minha, o carro é meu!

Mas, se você se encontra com um amigo que há muito tempo não o via e percebe que ele está com um carro novo, importado, e o seu é um carro velho, já fica deprimido, sentindo-se inferiorizado e uma ponta de inveja, pois percebe que ele prosperou e você não.

Se sua identidade está atrelada na casa, no carro, ou em qualquer outra coisa externa, ao perdê-las, certamente sua auto-estima irá parar “debaixo da sola de seu sapato”.

A razão pela qual você não é feliz, é porque você não é livre, pois sua auto-estima, sua felicidade depende de um carro novo para se sentir bem, porque no momento em que está dirigindo é como se você fosse o próprio carro. E, se uma pessoa arranhar levemente o seu carro novo, como vai se sentir?

Obviamente, vai ficar chateado e com muita raiva, como se alguém tivesse te arranhado, agredido. Mas você é um carro?

Então, quantas coisas fazem você perder a sua identidade?

Se você se identifica com qualquer coisa que, na verdade, não seja você, vai viver constantemente no medo, isto é, no medo da perda, do prejuízo. Vai ficar estressado, que é a doença mais comum que existe no mundo moderno.

Você se intitula como católico? Espírita? Solteiro? Mãe? Filho? Homem? Mulher? Psicólogo? Médico? Operário? Empresário? Brasileiro? Japonês? Judeu? Palestino?

Quando você se prende a rótulos, papéis, bens materiais, isso vai gerar guerra, dor e conflito.

Não obstante, há um lugar dentro de você que é livre – é o seu espírito, a sua verdadeira natureza, essência, é o que você é de verdade, não o que a sociedade quer que seja.

Quando seu Eu Superior(alma) não se identifica em demasia ao dinheiro, beleza física, gênero, religião, condição socio-econômica, você não se sentirá ameaçado.

Então, procure não se identificar com nada. Largue agora todas estas coisas mentalmente e se dê um tempo para conhecer a si próprio.

Eu me recordo de um paciente que passou pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) e descobriu que, numa vida passada, fora uma prostituta de rua.

No final da sessão de regressão, ele me confidenciou que estava se sentindo humilhado e constrangido.

Ele me disse: “Descobrir que na vida passada fui mulher, ainda vai, mas uma prostituta de 5ª categoria é demais para mim” (ele se viu desdentada, cabelos desgrenhados, suja e maltrapilha, e que servia os soldados de um quartel).

Saiu de meu consultório com o ego ferido.

Na consulta seguinte, eu lhe esclareci que todos nós, em muitas vidas passadas, desempenhamos vários papéis sociais e de gênero, isto é, fomos homens, mulheres, pais, filhos, mendigos, nobres, militares, prostitutas, religiosos, mas, a nossa essência, o nosso Eu verdadeiro não são esses papéis terrenos.

Da mesma forma, tivemos vários corpos físicos, mas não somos de fato esses corpos.

Dr. Masaharu Taniguchi, PhD em filosofia, fundador da seita filosófica Seicho-No-Ie, assim declarou: “O homem na sua essência é espírito, eterno, indestrutível e imortal.

Do mesmo modo que o bicho-da-seda se aloja em seu casulo, o espírito do homem se instala em seu corpo físico.

E, chegando a hora, assim como o bicho-da-seda rompe o casulo e alça voo como inseto adulto, o homem também rompe o seu casulo de carne (corpo físico) e ascende ao mundo espiritual. Portanto, a essência do homem é vida e jamais morre. (Sutra Sagrada – Chuva de Néctar da Verdade)


CASO CLÍNICO:


Pesadelos constantes

Homem casado, 40 anos. Veio ao meu consultório, por conta de pesadelos constantes à noite e medo de ser atacado e ser assaltado em sua casa.

Apesar de sua casa oferecer toda a segurança (guardas dentro e fora da casa, circuito interno de TV, cães de guarda), nada o deixava tranquilo e seguro.

De madrugada, acordava sonâmbulo e colocava facas, espetos, machado ou revólver debaixo de seu travesseiro.

Ao acordar, de manhã, não se recordava de ter colocado aquelas armas debaixo de seu travesseiro.

Ao deitar-se, sempre tinha a impressão de ter deixado as portas abertas. Diariamente se levantava à noite para se certificar se elas estavam realmente fechadas (sofria, portanto, de Toc- transtorno obsessivo compulsivo).

Ele sofria também de terror noturno, ou seja, pesadelos recorrentes (repetitivos) que o acompanhavam desde sua infância, de que entravam homens em sua casa e matavam a sua família.

Acordava de madrugada suado, gritando, e não sabia se ainda estava sonhando, pois, o pesadelo era muito real.

Após acordar, ele se levantava para pegar uma arma e a colocava debaixo de seu travesseiro.

Mas, uma noite, ao ter o mesmo pesadelo que o atormentava, acordou gritando e pegou uma faca debaixo do travesseiro e quase acertou a sua esposa, que dormia ao seu lado.

Não aguentando mais, chorando, sua esposa o intimou a procurar um tratamento; caso contrário, ela lhe disse que iria se separar dele.

Pressionado, veio ao meu consultório para tratar desse pesadelo.

Ao regredir, ele se viu numa vida passada cavalgando num deserto.

Ele me relatou: “Sou árabe, uso um turbante preto que cobre todo o meu corpo, calço sandálias de couro e seguro uma espada.

O cavalo é branco, devo ter uns 30 anos, estou sozinho, rangendo os dentes de ódio.

Estou procurando os assassinos que mataram a minha família (esposa e 3 filhos).

Eu não vou descansar em paz, enquanto não me vingar. Eles têm que pagar”. (fala com ódio).

- Peço-lhe que volte na cena do crime.

“Estava viajando a negócio nessa vida passada. Ao voltar para casa estranhei porque estava tudo em silêncio e não tinha ninguém para me receber.

As crianças e a minha esposa costumavam me receber com muito carinho e alegria. Éramos uma família muito feliz.

Ao entrar em casa, vi uma cena horrível: as crianças caídas com os pescoços degolados, escorrendo sangue pelo chão (ele começa a gritar e chorar copiosamente).

Vejo também a minha querida esposa no fundo da casa, caída também, esfaqueada, seus olhos claros estavam abertos.

Sento na escada e choro muito; não tenho mais motivação para viver.

A minha família está morta. Eu preciso enterrar os corpos. Eu os coloco num lençol, sinto um vazio profundo. Coloco-os numa carroça.

Antes de enterrá-los, choro muito, eu os abraço para dar o último adeus.

Agora, estou subindo no meu cavalo com uma espada que peguei de casa. Eu sei quem são os assassinos, são dois homens.

Eles fizeram isso por causa de dinheiro. Eles deviam dinheiro para mim. Estou indo embora, vou matá-los.

Vejo agora uma velha me aconselhando, é a minha avó. Fala para não ir atrás deles.

Eu não tenho mais vontade de chorar, sinto um vazio muito grande. Mas estou decidido a matá-los.

Estou numa vila, numa feira de rua. Estou vendo uma barraca que vende plantas e ervas. Um dos assassinos, o mais baixo, está lá.

Ele me viu, tenta fugir, mas o pego... Estou matando-o, enfio a espada no seu estômago (fala com ódio).

Vejo os olhos dele esbugalhados e isso me dá muito prazer. Falta ainda um. O que eu matei usava um turbante listrado. Eles são de uma classe social de mercadores e comerciantes. Eu sou nobre, tenho muitos cavalos.

Em seguida, eu me vejo novamente naquelas montanhas de areia no deserto cavalgando e rangendo os dentes de ódio.

Eu não consigo achar o outro assassino. Eu já o procurei em todos os lugares. Descanso um pouco e fico lembrando da minha esposa e de meus filhos.

Ela me amava muito, era delicada, amorosa. Eu não me conformo que nunca mais vou vê-los. Lembro dos bons momentos em nossas vidas.

Eles eram o que eu tinha de melhor em minha vida...

Eu me vejo agora conversando com um homem. Ofereço-lhe trinta cavalos se ele me ajudar a encontrar o outro assassino. Esse homem é um matador.

Eu moro sozinho em uma casa simples, passaram-se muito anos, e reencontro o matador.

Ele me diz que matou o assassino, mas não acredito porque ele não trouxe a cabeça dele. Mas agora já estou muito velho.

As lembranças de minha família ficam mais distantes, a dor já não é mais forte agora. Mas a minha vida continua vazia. Minha aparência está bem-acabada. Estou esperando à morte.

Eu não consigo acreditar que aquele matador matou aquele assassino.

Mas não queria mais sofrer, queria arrancar tudo isso do meu coração.

Estou velho, barba comprida e esbranquiçada, minha casa está bem suja. Acho que fiquei louco. Falo sozinho, como com as mãos, não tomo banho”.

- Em seguida, peço ao paciente ir no momento de sua morte nessa vida passada.

“Estou magro, esquelético e acabei morrendo... Estou fora do meu corpo, flutuando, bem tranquilo. O lugar que estou é bem iluminado. Estou reencontrando a minha esposa (ele começa a chorar).

Estamos abraçados, chorando. Peço-lhe perdão. Ela me abraça e diz que não tem o que perdoar.

Quero ver os meus filhos, mas não posso, tenho que me preparar para vê-los, ela me diz que não estou bem ainda, pois estou em recuperação. Têm duas pessoas me ajudando, me apoiando. Minha esposa foi embora.

Estou num ambulatório do plano espiritual, carrego ainda muito ódio.

Sinto que estou ainda meio insano. Vejo um homem, um médico, grande amigo da vida atual. Ele está dando um passe no meu peito.

Ele me aconselha a libertar o ódio de meu coração.

Mas, depois de um certo tempo, ele me leva para eu ver as crianças.

Eu reencontro os três, a minha esposa está junto também. Estamos todos abraçados e emocionados.

Um dos meus filhos fala que a gente vai voltar a reencarnar juntos, mas tenho que limpar o meu coração do ódio.

Eu não consigo parar de chorar.

Após o reencontro, o meu coração fica mais leve. Sinto cheiro de flores”.

Ao término dessa sessão, o paciente me disse que estava se sentindo bem melhor. Sentia-se aliviado como se tivesse largado um grande fardo de suas costas.

Na verdade, ele identificou esse fardo como sendo a culpa por ter causado a morte de sua família nessa existência passada.

Após ter passado por mais quatro sessões de regressão, os pesadelos, bem como o medo de ser atacado e assaltado, desapareceram por completo.





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